NOVA DECISÃO

TJMT volta a bloquear imóveis de irmã de líder de esquema de R$ 70 milhões da Operação Xeque-Mate

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TJMT volta a bloquear imóveis de irmã de líder de esquema de R$ 70 milhões da Operação Xeque-Mate
João Nassif Massufero Izar no detalhe - suspeito de liderar uma organização criminosa

 A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu, por unanimidade, restabelecer o sequestro de dois imóveis pertencentes a Raquel Massufero Izar Sávio. Raquel é apontada como possível "laranja" de seu irmão, João Nassif Massufero Izar, suspeito de liderar uma organização criminosa investigada na Operação Xeque-Mate.

​A quadrilha, cujos alvos teriam movimentado pelo menos R$ 70 milhões em fraudes, foi alvo da Polícia Civil em novembro de 2022.

​Contexto do Bloqueio

​O Ministério Público do Estado (MPE) havia recorrido de uma sentença anterior da 5ª Vara Criminal de Sinop, que havia determinado o levantamento da medida assecuratória sobre três imóveis.

​A Corte acolheu parcialmente o recurso do MPE, reconhecendo que há fortes indícios de que dois dos bens foram adquiridos com recursos ilícitos, em período coincidente com a atuação da organização criminosa. Os imóveis que voltaram a ter o sequestro mantido são:

​Um imóvel de matrícula nº 47.236, em Sorriso (MT), adquirido em 2019.

​Um imóvel de matrícula nº 49.337, em Jaú (SP), adquirido em 2020.

​Suspeita de Ocultação Patrimonial

​As investigações apontam que, embora registrados em nome de Raquel, os bens seriam de fato administrados e negociados por João Nassif, utilizando a irmã para ocultação patrimonial.

​O relator do caso, desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, destacou que a contemporaneidade das aquisições com o período dos crimes e os elementos colhidos pela polícia atendem aos requisitos legais para a manutenção do sequestro.

​Terceiro Imóvel Liberado: O terceiro imóvel em questão (matrícula nº 57.624, em Jaú/SP) permanecerá liberado, pois sua compra ocorreu em 2011, muitos anos antes dos fatos investigados, o que sustenta a “presunção de boa-fé”.

​A Operação Xeque-Mate apura crimes como lavagem de dinheiro e receptação de cargas de defensivos agrícolas e grãos roubados.