A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificou que o suspeito de estuprar e matar Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em julho, também cometeu outros três crimes sexuais em Cuiabá entre 2020 e 2022. Reyvan da Silva Carvalho, de 30 anos, foi preso nesta sexta-feira (29) dentro do próprio campus da universidade.
O confronto de perfis genéticos armazenados no Banco Nacional de DNA foi decisivo para a identificação. No corpo de Solange, peritos localizaram vestígios biológicos que coincidiram com o DNA de uma bituca de cigarro recolhida em outra cena de crime, permitindo ligar o suspeito aos casos anteriores: um estupro seguido de feminicídio em 2020 no Parque Ohara, um estupro em 2021 no Tijucal, neste caso o acusado chegou a ser detido, e um novo estupro em 2022 no Jardim Leblon.
Segundo a Politec, o perfil genético do suspeito já constava no banco de dados devido à prisão anterior, o que facilitou a comprovação da autoria.
De acordo com o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá, responsável pela investigação, Reyvan utilizava o campus da UFMT como ponto de aproximação para suas vítimas e, segundo a polícia, ao ser preso na sexta-feira (29), ele provavelmente estava à procura de uma nova vítima.
"O lugar que ele frequentava bastante era a UFMT. O reduto dele é a UFMT. Pelo histórico, ele escolhia pessoas vulneráveis. A Solange tinha esquizofrenia e, em outro caso, ele atacou uma grávida de seis meses e costumava agir sozinho, armado com faca, atacando mulheres indefesas. Nesta sexta, ele foi flagrado novamente perambulando pela UFMT ", explicou o delegado.
Solange foi encontrada morta em 24 de julho em uma construção abandonada conhecida como antiga associação Master. O laudo da Politec confirmou que ela foi estuprada e morta por esganadura, entre a noite do dia 23 e a madrugada do dia 24, com sêmen detectado nas cavidades vaginal e anal.
O delegado destacou que Reyvan possui histórico de crimes sexuais, roubos e perturbação do sossego. Usuário de drogas, ele não resistiu à prisão, chorando e sem portar armas. A polícia agora investiga se outras pessoas estiveram envolvidas nos crimes.