Após uma reunião realizada na tarde desta quarta-feira (8), no gabinete do prefeito Abílio Brunini (PL), representantes dos servidores da saúde municipal decidiram suspender a possibilidade de greve. O encontro contou com a presença de gestores, vereadores e lideranças sindicais, e resultou em um consenso provisório em torno do pagamento do adicional de insalubridade, principal reivindicação da categoria.
A negociação ocorreu um dia depois de servidores lotarem as galerias da Câmara Municipal, onde pediram o apoio da presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL), para intermediar o diálogo com o Executivo.
Segundo Calil, tanto ela quanto o prefeito reconheceram as dificuldades enfrentadas pelos profissionais e o impacto financeiro da suspensão do benefício.
“Após ouvir os servidores, entrei em contato com o prefeito para que agendássemos uma reunião com todos os representantes das áreas da saúde e os vereadores, buscando construir uma solução conjunta”, disse a parlamentar.
Durante a reunião, o prefeito Abílio Brunini explicou que a gestão está cumprindo uma determinação federal vinculada a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público em dezembro de 2023. De acordo com ele, o não cumprimento do acordo poderia gerar sanções à administração.
“O Emanuel não cumpriu as determinações do TAC em 2024, o que gerou esse prejuízo. O desgaste é que a aplicação da medida, feita lá atrás, vai ocorrer na minha gestão, e eu é que terei de lidar com as consequências impopulares dessa situação”, afirmou o prefeito.
O conselheiro do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), Osvaldo Cesar Pinto, avaliou o resultado do encontro como positivo.
“Houve algumas divergências, como em toda reunião, porque são várias classes. Mas é o início de uma negociação. O Ministério Público será chamado, e a proposta, por enquanto, foi considerada boa. Neste momento, a greve está descartada, até porque foi a primeira reunião. Vamos aguardar o posicionamento do Ministério Público” disse.