Os servidores do Sindicato dos Profissionais da Enfermagem do Estado de Mato Grosso (Sinpen) aprovaram, na tarde desta segunda-feira (13), o indicativo de greve da categoria. A decisão ocorreu durante uma Assembleia-Geral Extraordinária realizada em frente à Praça Alencastro, em Cuiabá, motivada pelas recentes declarações do prefeito Abílio Brunini (PL) sobre o pagamento do adicional de insalubridade.
Ainda não há uma data definida para o início da paralisação. Segundo o sindicato, o indicativo de greve já constava na pauta da assembleia, previamente divulgada nas redes sociais do Sinpen. O principal ponto de divergência é o pagamento do benefício de insalubridade, que, conforme a Prefeitura, passará por uma reavaliação para atender às exigências legais e às orientações do Ministério Público.
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Os profissionais da enfermagem decidiram aguardar até o final de outubro para verificar se haverá cortes no benefício nos contracheques. O presidente do Sinpen, Dejamir Soares, destacou que a decisão foi construída em conjunto com outros quatro sindicatos da área da saúde.
“A presidente Paula Calil (PL) nos pediu para aguardar a decisão do Ministério Público. Não temos ainda comprovação de cortes no salário, e sem isso não é possível ingressar com mandado de segurança. Por isso, optamos pelo estado de greve, que será efetivado apenas após a confirmação do pagamento”, explicou Soares.
Durante a manifestação, o prefeito Abílio Brunini esteve presente e dialogou com representantes da categoria. Ele afirmou que busca uma solução que concilie responsabilidade fiscal com a valorização dos profissionais da saúde.
“Eu decidi vir conversar com os sindicatos, com os servidores. A gente continua divergente em diversas opiniões, mas o mais importante é que estamos construindo um diálogo. Talvez não saia o que o sindicato quer, talvez não saia o que eu queira, mas vamos achar um ponto de equilíbrio econômico e financeiro que seja a solução para esse caso”, disse o prefeito.
Brunini reconheceu as dificuldades financeiras enfrentadas pela Prefeitura e afirmou que o município acumula uma frustração de receita superior a R$ 300 milhões, resultado de problemas herdados do orçamento anterior. Mesmo diante do cenário, o prefeito assegurou que o Executivo vem adotando medidas para equilibrar as contas sem comprometer os serviços públicos essenciais.
“O caixa está apertado, mas estamos mantendo a saúde e a educação funcionando, gastando até mais do que a previsão orçamentária da LOA. Vamos colocar a casa em ordem e encontrar uma saída que respeite a lei e o servidor”, declarou.
Brunini informou ainda que o prazo para um acordo vai até esta quarta-feira (15), antes do fechamento da folha de pagamento, previsto entre os dias 19 e 20. Caso haja consenso, a proposta será encaminhada à Câmara Municipal para votação até sexta-feira (17) ou no início da próxima semana.