OPERAÇÃO SEPULCRO CAIADO

Servidor do TJMT se entrega após oito dias foragido por suspeita de fraudes judiciais

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Servidor do TJMT se entrega após oito dias foragido por suspeita de fraudes judiciais
Reprodução: Montagem/FTN Brasil

O servidor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Mauro Ferreira Filho, alvo da Operação Sepulcro Caiado, se apresentou à Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (7). Investigado por participar de um esquema que teria desviado milhões de reais por meio de fraudes em processos judiciais, ele era o último dos envolvidos ainda não localizado desde o início da operação, em 30 de julho.

Ferreira Filho compareceu à Delegacia Especializada de Estelionato acompanhado de seu advogado, onde teve o mandado de prisão preventiva cumprido. Ele era o último dos alvos da operação ainda não localizado pelas autoridades.

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A investigação conduzida pela Polícia Civil aponta que o servidor integrava um grupo formado por advogados, empresários e outros servidores públicos, responsável por fraudes em pelo menos 17 processos judiciais entre 2018 e 2022. O golpe envolvia a abertura de ações fictícias de cobrança, nas quais os supostos pagamentos de dívidas eram simulados com comprovantes bancários falsificados.

Com o auxílio de um servidor do Judiciário, valores da conta única do TJMT eram desviados para contas vinculadas a processos judiciais, permitindo a liberação indevida de alvarás. O esquema teria movimentado dezenas de milhões de reais em recursos públicos.

As ordens judiciais expedidas durante a operação bloquearam R$ 21,7 milhões em bens e resultaram no sequestro de 18 veículos e 48 imóveis, em cidades como Cuiabá, Várzea Grande e Marília (SP). Também foram quebrados os sigilos bancário e fiscal de dezenas de investigados.

Entre as vítimas estão empresários e cidadãos que tiveram seus nomes usados indevidamente em ações desconhecidas, com valores inflacionados e supostamente quitados. Um dos casos mais graves envolve a utilização do nome de uma pessoa interditada judicialmente para obtenção de vantagem ilícita.

Ferreira Filho e os demais investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, estelionato, peculato, falsidade ideológica, uso de documentos falsos, lavagem de dinheiro e patrocínio infiel.

Na quarta-feira (6), o Superior Tribunal de Justiça confirmou que a Delegacia de Estelionato de Cuiabá permanece responsável pelas investigações do caso.