Um vídeo que viralizou nas redes sociais nos últimos dias reacendeu o debate sobre os limites do conteúdo consumido por crianças e adolescentes em plataformas digitais. As imagens mostram jogadores do Roblox, game com público majoritariamente infantil, reproduzindo cenários virtuais que simulam bares lotados, com mesas, iluminação baixa, clima de festa e trilha sonora de arrocha, incluindo músicas do cantor Silvano Salles, bastante popular em bairros da capital.
O que mais chamou a atenção foi o contraste entre a faixa etária dos usuários e o ambiente recriado dentro do jogo. Nos vídeos, avatares controlados por menores de idade interagem em espaços tipicamente associados ao público adulto, encenando encontros, conversas sobre relacionamentos, comemorações e situações do cotidiano.
Esse tipo de dinâmica é conhecido como roleplay, modalidade em que os jogadores assumem personagens e simulam histórias fictícias por meio de diálogos e ações dentro do universo virtual. Embora comum em diversas plataformas, o formato levanta questionamentos quando passa a reproduzir comportamentos e cenários não indicados para crianças.
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As gravações se espalharam rapidamente, gerando uma enxurrada de comentários que alternam entre o tom bem-humorado e a preocupação com a exposição precoce de menores a conteúdos considerados inadequados.
Diante do caso, a principal recomendação é que pais e responsáveis acompanhem de perto a rotina digital dos filhos, monitorem os servidores acessados e utilizem as ferramentas de controle parental disponíveis na plataforma. O diálogo constante e a orientação sobre segurança na internet seguem sendo as principais estratégias para garantir um ambiente virtual mais saudável e seguro.