O escândalo envolvendo Jeffrey Epstein, financista americano, continua a reverberar no mundo e amplia sua repercussão na imprensa internacional. Epstein foi alvo de investigações desde 2005 nos Estados Unidos, quando autoridades começaram a apurar acusações de abuso sexual e tráfico de menores de idade, incluindo menores de 14 anos, no que se tornou um dos casos mais chocantes de crimes sexuais ligados a figuras influentes na política, finanças e entretenimento.
Epstein construiu ao longo de décadas uma fortuna administrando recursos de clientes ricos e estabeleceu uma ampla rede de contatos, incluindo empresários e políticos a celebridades mundiais. Documentos, fotos, registros de voos e e‑mails inéditos divulgados recentemente pelas autoridades americanas ampliam a dimensão desse círculo, embora a mencionar nomes em arquivos não signifique envolvimento em crimes.
Entre figuras públicas frequentemente associadas a laços sociais ou profissionais com Epstein em registros gerais estão políticos, líderes empresariais e pessoas influentes em várias áreas. Relatórios abertos de dados do caso mostram que alguns nomes apareceram em listas de contatos, voos ou encontros, mas especialistas e veículos de checagem destacam que essas menções não constituem provas de participação em atividades criminosas.
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No Brasil, a divulgação dos arquivos também trouxe menções que chamaram atenção da mídia. A ex‑modelo Luma de Oliveira, ícone do Carnaval e figura do mundo da moda nas décadas de 1980, 1990 e 2000, foi citada em uma troca de e‑mails de 2012 entre Epstein e o agente de modelos francês Jean‑Luc Brunel, considerado um dos principais intermediários do magnata.
Na conversação, Epstein pergunta a Brunel sobre a “namorada de Eike Batista”, ao que o agente responde que se referia a Luma de Oliveira, com quem Batista foi casado de 1991 a 2004. Na época do e‑mail, porém, o casal já estava separado havia vários anos e não há evidências nos documentos de que a modelo tenha tido contato direto com Epstein ou conhecimento de suas atividades ilegais.
Quem foi Jeffrey Epstein?
Jeffrey Epstein foi um financista e criminoso americano que ficou mundialmente conhecido por sua vida de luxo, conexões com pessoas influentes e envolvimento em crimes sexuais graves.
Ele nasceu em Nova York em 1953 e começou a carreira como professor antes de entrar no setor financeiro e construir uma fortuna administrando dinheiro de clientes ricos. Epstein circulava entre políticos, empresários e celebridades ao longo de décadas.
Epstein foi investigado a partir de 2005 por abuso sexual e tráfico de menores na Flórida. Ele chegou a fazer um acordo em 2008 em que se declarou culpado por aliciar uma menor de idade para prostituição e cumpriu 13 meses de prisão. Mais tarde, em 2019 ele foi preso novamente, desta vez sob acusações federais de tráfico sexual de menores, ligado a um esquema em que garotas eram levadas a suas propriedades e recrutadas para abuso.
Enquanto aguardava um novo julgamento em uma prisão no Centro Correcional Metropolitano de Nova York, nos Estados Unidos, Jeffrey Epstein foi encontrado morto na sua cela, no dia 10 de agosto de 2019.
Entre os nomes que aparecem em registros públicos estão políticos e figuras internacionais como Donald Trump, Bill Clinton e o príncipe Andrew, além de celebridades e artistas cujo vínculo costuma ser limitado à presença em eventos ou associações sociais anteriores à investigação.
Nos novos arquivos do caso Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, vários brasileiros conhecidos aparecem mencionados em diferentes contextos, mas as autoridades ressaltam que ser citado em documentos não significa envolvimento em atividades criminosas.
Entre os nomes brasileiros que surgem nos documentos estão:
• Jair Bolsonaro – o ex‑presidente do Brasil foi citado em dezenas de arquivos em conversas relacionadas a mensagens entre parceiros de Epstein durante o período da campanha presidencial de 2018. As menções foram em trocas de comentários sobre política, mas não há evidência de contato direto entre Bolsonaro e Epstein ou participação em crimes.
• Luiz Inácio Lula da Silva – o atual presidente do Brasil aparece em comunicações nos arquivos em correspondências que envolvem o linguista Noam Chomsky, que mencionou Lula durante um período em que ele estava preso em Curitiba. Não há registros de contato direto de Lula com Epstein, e a Presidência negou que tenha havido tal ligação.
• Eike Batista – o empresário brasileiro é citado em um e‑mail trocado entre Epstein e o agente de modelos francês Jean‑Luc Brunel em agosto de 2012, onde é feita referência à sua “namorada” na época. A menção está ligada à conversa sobre o meio da moda, e a assessoria de Eike afirmou que a citação foi meramente incidental e sem significado em relação ao caso Epstein.
• Luma de Oliveira – a ex‑modelo brasileira teve seu nome citado na mesma troca de e‑mails entre Epstein e Brunel, justamente porque Brunel mencionou que havia referido Luma ao falar de Eike Batista. Ela não aparece nos documentos como parte das investigações de abuso ou abuso sexual.
• Reinaldo Ávila da Silva – nome que aparece em registros com trocas de e‑mail e transferências relacionadas a pedidos de apoio financeiro listados nos arquivos.
• Arthur Casas – o arquiteto brasileiro foi citado em mensagens que tratam de possíveis contatos profissionais e de uma proposta de projeto para uma propriedade ligada a Epstein, mas não há indicação de relação com crimes ou envolvimento direto com atividades ilegais.
Importante frisar que a presença de nomes nos documentos de Epstein não implica participação em atividades criminosas ou conhecimento das ações investigadas. Os arquivos incluem uma grande variedade de comunicações, contatos profissionais ou referências circunstanciais, muitas vezes sem contexto claro, e estão sendo analisados pelas autoridades.