TRATAMENTO CONTRA OBESIDADE

Abilio sobre Mounjaro: "Quem me dera a rede pública tivesse a celeridade da iniciativa privada"

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Abilio sobre Mounjaro: "Quem me dera a rede pública tivesse a celeridade da iniciativa privada"

O início do programa Cuiabá Mais Leve, que prevê tratamento gratuito para obesidade grau 3 com o uso do medicamento Mounjaro, segue sem data definida. Segundo o prefeito Abilio Brunini (PL), a Prefeitura de Cuiabá ainda aguarda a conclusão de estudos técnicos necessários para autorizar a aplicação do remédio na rede pública de saúde.

De acordo com o gestor, o principal entrave é a ausência de recomendação do medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que exige a elaboração de um protocolo municipal específico antes da sua utilização.

“Estamos ainda na luta pelo estabelecimento do protocolo. Todo medicamento novo não preconizado pelo SUS — que é o caso do Mounjaro — ele demanda de estudos para formar um protocolo municipal”, afirmou Brunini.

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O prefeito destacou que o processo na rede pública é mais lento do que na iniciativa privada, justamente por exigir critérios técnicos e pareceres formais. “Quem me dera os estudos fossem tão rápidos como nos consultórios particulares, que você vai lá, faz as análises e aplica. Então os nossos profissionais da saúde estão formulando os estudos necessários para dar os pareceres corretos para que a gente possa aplicar o medicamento em Cuiabá”, disse.

Mesmo já lançado oficialmente, o programa depende dessa etapa técnica para começar a atender a população. A proposta prevê o fornecimento do Mounjaro por até seis meses, aliado a acompanhamento médico, nutricional e atividades físicas supervisionadas. Inicialmente, entre 150 e 200 pessoas devem ser atendidas em quatro polos, com foco em pacientes em situação de vulnerabilidade social.

Brunini reforçou que equipes da saúde municipal estão conduzindo os estudos necessários para garantir segurança e eficácia no uso do medicamento. “Os nossos profissionais estão formulando os estudos para dar os pareceres corretos e permitir a aplicação em Cuiabá”, explicou.

Ao comparar os dois sistemas, o prefeito voltou a destacar a diferença de ritmo. “Na iniciativa privada é muito mais fácil: você vai ao médico, ele orienta, você compra o medicamento, faz os exames e aplica. Na rede pública não é assim. Quem me dera a rede pública tivesse essa celeridade para acompanhar os novos tratamentos de saúde”, concluiu.

A Prefeitura não informou prazo para a finalização dos estudos nem para o início do atendimento aos pacientes.