FALSO CONTATO

Quadrilha que chantageava vítimas na internet é alvo de megaoperação da PC

Paula Valéria, FTN Brasil
· 2 min de leitura
Quadrilha que chantageava vítimas na internet é alvo de megaoperação da PC

Na manhã desta terça-feira (18), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Falso Contato, que teve como alvo uma organização criminosa especializada em extorsões praticadas pela internet. Foram cumpridos 32 mandados judiciais no Rio Grande do Sul, incluindo 16 ordens de busca e apreensão domiciliar, todas expedidas pelo Juízo 4.0 de Garantias de Cuiabá.

As ações se concentraram em Porto Alegre e outras cinco cidades da região metropolitana. O principal objetivo da operação foi apreender dispositivos eletrônicos, como celulares, tablets e notebooks, utilizados para armazenar e disseminar materiais falsos, além de manter comunicação entre os suspeitos.

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A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), identificou 16 integrantes do grupo, alguns deles com ligação direta à Penitenciária Estadual de Charqueadas (RS). O esquema criminoso utilizava a técnica conhecida como “sextorsão”, através da qual vítimas mato-grossenses eram chantageadas após interações em redes sociais.

Segundo a polícia, o grupo iniciava contato por perfis falsos no Instagram, se passando por adolescentes que buscavam orientação profissional. A conversa seguia para o WhatsApp, onde os criminosos obtinham imagens reais do rosto das vítimas. A partir disso, criavam montagens de conteúdo íntimo falso e, em seguida, outro integrante do grupo se apresentava como ‘policial’ ou ‘pai da menor’, ameaçando denunciar o caso como pedofilia.

As ameaças evoluíam para exigências de altos valores financeiros — chegando a R$ 100 mil — sob o pretexto de “acordo” para evitar uma suposta investigação. Para pressionar ainda mais as vítimas, os suspeitos chegaram a afirmar que fariam parte de facções criminosas.

Conforme o delegado Guilherme Campomar da Rocha, responsável pelas investigações, o trabalho envolveu quase dois anos de análise de dados telemáticos e tecnologia avançada, o que permitiu mapear toda a rede de atuação dos criminosos. Ele destacou que o crime na internet “deixa rastros”, e que a Polícia Civil de Mato Grosso possui capacidade técnica para identificá-los.

Já o delegado titular da DRCI, Guilherme Fachinelli, ressaltou que a operação demonstra a postura firme do Estado diante de crimes cibernéticos. “Mesmo virtualmente, quem busca vítimas em Mato Grosso encontra uma resposta à altura”, afirmou.

A ação contou com apoio da Cecor (MT) e do DERCCP (RS), reforçando a integração entre forças de segurança no combate ao crime organizado digital.