O vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) renunciou ao cargo nesta terça-feira (31), durante discurso na Câmara Municipal, em meio a um cenário de desgaste e divergências dentro da gestão.
A saída foi anunciada com um tom emocional e marcada por críticas indiretas à condução administrativa. Segundo ele, a decisão não foi pontual, mas resultado de um acúmulo de insatisfações ao longo do mandato.
“Essa decisão não é fruto de um momento isolado, mas de uma reflexão profunda sobre o rumo da gestão, sobre a forma de condução administrativa”, declarou durante o pronunciamento.
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Sem mencionar nomes, o agora ex-vice-prefeito apontou falta de alinhamento político e administrativo como fator determinante para deixar o cargo. Para ele, permanecer sem convergência de ideias deixaria de representar compromisso com a população.
“Quando não há alinhamento de ideias, insistir em permanecer pode deixar de ser compromisso”, afirmou.
Nos bastidores, a renúncia ocorre em meio a um racha político com a prefeita Flávia Moretti (PL), marcado por divergências internas e perda de espaço dentro da gestão.
Apesar das críticas, Tião afirmou que deixa o cargo “de cabeça erguida” e com a “consciência tranquila”, destacando atuação pautada pela lealdade e respeito ao dinheiro público.
Em tom de despedida, ele agradeceu apoiadores e pediu desculpas por não ter conseguido avançar em todas as pautas que considerava essenciais para o município.
A frase mais marcante veio ao final do discurso, ao sintetizar sua decisão: “Não é sobre cargo, não é sobre oportunidade. É sobre propósito. E meu propósito é inegociável”.
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No mesmo discurso, fez um alerta direto sobre a gestão pública e criticou o uso político da máquina administrativa. Segundo ele, a Prefeitura não pode ser tratada como “cabide de emprego”.
“Servidores, vocês são os agentes políticos mais importantes da nossa cidade. Não sejam massa de manobra e votem em quem acreditam, não por empreguismo”, afirmou.
Ele ainda relembrou práticas de gestões anteriores e defendeu que apoios políticos devem ser livres, sem imposições. Para Tião, Várzea Grande precisa avançar na geração de oportunidades e no desenvolvimento econômico, reduzindo a dependência da estrutura pública.
Ao encerrar, reforçou o tom da renúncia: “Não é sobre cargo. Deus abençoe Várzea Grande”, finalizou.
Por fim, Tião indicou que deve seguir atuando fora do Executivo, com foco em iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional e à qualificação profissional, especialmente na Baixada Cuiabana. Nos bastidores, ele é apontado como nome forte para assumir a presidência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), projeto que já vinha sendo articulado.