2025 CONTURBADO

Promessas em xeque: um ano de desorganização na gestão de Flávia Moretti em Várzea Grande

· 2 min de leitura
Promessas em xeque: um ano de desorganização na gestão de Flávia Moretti em Várzea Grande

O ano de 2025 expõe um primeiro ano conturbado da gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) à frente de Várzea Grande. Eleita com um plano de governo ambicioso, que prometia organização administrativa e avanços estruturais, a administração municipal encerra o ano sob críticas, cobranças e questionamentos sobre a condução do Executivo.

Desde os primeiros meses de gestão, a prefeitura enfrentou dificuldades para consolidar uma organização interna eficiente. As constantes mudanças no staff, especialmente entre secretários municipais, somadas à ausência de um planejamento consistente e à adoção de ações sem alinhamento estratégico, passaram a marcar a rotina administrativa, impactando diretamente a execução das políticas públicas e a capacidade de resposta às demandas da população.

A dificuldade de administrar o município ficou ainda mais evidente diante dos problemas recorrentes em áreas essenciais, em especial a crise no abastecimento de água tratada, que levou a prefeitura a decretar estado de calamidade devido à falta d’água em diversos bairros e à necessidade de ações emergenciais do DAE-VG para tentar mitigar o problema que persiste há meses. O distanciamento entre as propostas apresentadas durante a campanha e a realidade vivida pela população só reforça a percepção de que o discurso das urnas não se traduziu em resultados concretos ao longo do ano.

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Discurso de campanha e a realidade da gestão

Outro ponto que pesou negativamente foi a percepção de falta de palavra com o plano de gestão que tinha como proposta central uma administração municipal integrada, que buscava relacionar as causas dos problemas urbanos às suas soluções por meio de uma gestão coordenada e participativa.

Os principais eixos do plano incluíam:

  • Reorganização administrativa: mudar a forma de gestão da prefeitura para torná-la mais eficiente, integrada e capaz de articular ações entre diferentes áreas como saneamento, saúde e mobilidade.
  • Visão sistêmica para políticas públicas: identificar e atuar nas causas profundas de problemas crônicos, em vez de tratar apenas sintomas.
  • Parcerias comunitárias: promover uma gestão em modelo de “cidade comunitária”, incentivando a participação de organizações empresariais, de classe e religiosas no desenvolvimento local.
  • Participação popular: o plano foi construído também com contribuições da população por meio de uma plataforma participativa online, com o objetivo de refletir demandas reais dos moradores de Várzea Grande.

Porém, algumas dessas promessas foram adiadas, alteradas ou simplesmente deixadas de lado, sem explicações claras à sociedade.

Ao fim de 2025, o balanço do primeiro ano de governo de Flávia Moretti revela uma administração marcada por desorganização, dificuldades de comando e frustração das expectativas criadas no período eleitoral. A gestão inicia o segundo ano sob pressão, com o desafio de recuperar credibilidade e demonstrar, na prática, capacidade de governar Várzea Grande.