A Justiça de Mato Grosso decidiu que o advogado Luiz Eduardo de Figueiredo Rocha da Silva, procurador da ALMT, irá a júri popular pelo assassinato de Ney Müller Alves Pereira, morador de rua com transtornos mentais morto em abril, em Cuiabá. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (15), pela juíza Helícia Vitti Lourenço, da 21ª Vara Criminal, que apontou indícios suficientes para o julgamento.
O Ministério Público do Estado (MPMT) sustenta que o crime foi motivado por vingança, após Ney ter danificado o carro do advogado.
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Segundo a denúncia, Luiz Eduardo teria deixado o local e retornado armado, ciente da vulnerabilidade da vítima, efetuando disparos que resultaram na morte. Para a magistrada, a ação foi marcada por frieza, desproporcionalidade e desprezo pela vida humana.
O réu responderá por homicídio qualificado, com duas agravantes: motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme previsto no Código Penal. A pena, em caso de condenação, pode chegar a 30 anos de prisão.
A Justiça também manteve a prisão preventiva do advogado, apontando risco à ordem pública. O julgamento ainda não tem data marcada.
O caso gerou forte repercussão social, especialmente pela condição da vítima e pela ligação do acusado ao poder legislativo estadual.