Nesta quarta-feira (22), a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública, participa do lançamento da operação “Telefone sem Fio”, no auditório da Energisa, localizado no Morro da Luz. A iniciativa visa organizar e regularizar os cabos de telefonia e internet presentes nos postes da capital.
O programa, liderado pela concessionária Energisa, tem como objetivo retirar fios em desuso ou instalados de forma irregular, em parceria com empresas do setor de telecomunicações. Segundo a secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares, a ação representa um desafio para a gestão municipal, para as empresas e para a população, mas trará benefícios significativos à cidade.
“É um trabalho necessário, que exigirá cuidados, mas que gerará resultados positivos”, destacou.
Cesar Seixas Salomão, engenheiro de construção e manutenção da Energisa, reforçou a importância da cooperação entre prefeitura e empresas de telecomunicação.
“Nosso foco é garantir a regularidade dos cabos, prevenindo interrupções no fornecimento de serviços essenciais como telefonia e internet”, explicou. Ele também detalhou que a concessionária administra os postes, enquanto as operadoras são responsáveis pelos cabos. De janeiro a agosto de 2025, a Energisa já regularizou mais de 22 mil pontos, somando 354 km e cerca de 22 toneladas de cabos soltos em Mato Grosso.
A operação será dividida em quatro etapas: levantamento técnico da infraestrutura, campanha de conscientização, remoção dos fios irregulares e fiscalização posterior para impedir novas irregularidades. Um banco de dados com registros fotográficos e relatórios técnicos servirá de base para ações administrativas e legais contra empresas que continuarem agindo de forma clandestina.
A Prefeitura de Cuiabá confirmou apoio institucional e logístico, garantindo segurança e agilidade nas intervenções. Todos os flagrantes de irregularidades serão registrados oficialmente, permitindo que medidas legais sejam tomadas contra os responsáveis.
Com a ação, Cuiabá busca não apenas melhorar a estética urbana e a segurança, mas também assegurar o funcionamento contínuo de serviços essenciais de comunicação para toda a população.