"BAGUNÇA ADMINISTRATIVA"

Prefeita admite irregularidades e ainda premia investigado com cargo de confiança

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Prefeita admite irregularidades e ainda premia investigado com cargo de confiança
Crédito foto: Victor Ostetti/MidiaNews

A Prefeitura de Várzea Grande está no olho do furacão. O escritório Brustolin & Mansor Advogados entrou com ação popular depois de encontrar problemas sérios no Pregão Eletrônico nº 01/2022 e no Contrato nº 095/2022, que cuidam do transporte escolar no município.

Os documentos mostram que algo não bate: falhas na contratação, na fiscalização do serviço, nos pagamentos e até na forma como os atos administrativos foram feitos. A própria prefeita admitiu, em documento oficial, que havia indícios de conluio e prejuízo grande aos cofres públicos, e chegou a mandar investigar o caso por órgãos externos.

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Mas, pasmem: mesmo depois de reconhecer os problemas, a Prefeitura deu um cargo de confiança estratégico para o mesmo agente que estava envolvido na confusão, o Sr. Silvio Aparecido Fidelis. Oficialmente, disseram que ele tinha “experiência política e capacidade de articulação”, mas para muita gente, parece mais um prêmio do que uma escolha sensata.

A ação popular não é para punir ninguém criminalmente. O objetivo é que o Judiciário analise se tudo foi feito de forma correta, transparente e legal, protegendo o dinheiro público e a confiança da população. Entre os pedidos estão: preservar documentos, mostrar todo o procedimento, apresentar registros de execução do contrato, fazer perícia e tomar medidas para garantir que nada seja perdido ou escondido.

O que chama atenção é o contraste: de um lado, a Prefeitura reconhece problemas sérios e manda investigar; do outro, nomeia para cargo chave a mesma pessoa envolvida nas suspeitas. Para a população, fica a pergunta: cadê a coerência e a responsabilidade?

A Justiça agora vai decidir se a Prefeitura de Várzea Grande segue a lei ou se a política fala mais alto que a ética e o bom senso.