INVESTIGAÇÃO

Policial penal foi morto por espancamento após briga em festa, declara delegado

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Policial penal foi morto por espancamento após briga em festa, declara delegado
Reprodução: Serginho Lapada/Montagem

A Polícia Civil de Mato Grosso, através Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prendeu na manhã desta quarta-feira (17) três suspeitos de envolvimento na morte do policial penal José Arlindo da Cunha, de 55 anos, assassinado na noite de 22 de novembro, no bairro Jardim Itororó, em Cuiabá. A prisão ocorreu durante Operação Contragolpe.

De acordo com o delegado Caio Albuquerque, responsável pelo caso, dois suspeitos foram presos em Várzea Grande e o terceiro na zona rural de Porto Velho (RO), após articulação com a Polícia Militar de Rondônia.

As investigações indicam que a vítima havia participado de uma festa no bairro São Mateus, onde se envolveu em uma discussão. Após deixar o local, o policial penal teria sido seguido até outra residência, onde foi chamado para fora e passou a ser violentamente agredido pelos suspeitos, não resistindo aos ferimentos.

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“No local a vítima foi espancada, ela levou disparos, mas na região do joelho. A causa da morte foi espancamento da vítima, do policial penal”, explicou o delegado.

Durante a confusão, o policial penal chegou a efetuar disparos, atingindo um dos envolvidos, que morreu após ser socorrido ao hospital.

Ainda conforme o delegado, o homicídio teve motivação imediata, sem histórico de conflito anterior entre os envolvidos. “Teve essa discussão pretérita, mas tudo ali, tudo no dia, tudo na noite. Aí teria essa discussão anterior no outro local, ele sai desse local, vai para essa segunda casa, lá ele é chamado para fora, onde pessoas como se fosse tomar satisfação dele. E aí há essa discussão ali que descamba para disparo de arma de fogo e o homicídio dele, mediante espancamento.”

A arma da vítima foi localizada posteriormente e entregue à DHPP pela Polícia Penal. A perícia balística irá apurar se os tiros que atingiram o segundo homem partiram da arma do policial. Segundo a Polícia Civil, neste momento, não é possível caracterizar legítima defesa.

Dois dos três presos utilizavam tornozeleira eletrônica. Um deles já foi interrogado e nega participação no crime, apesar de o monitoramento eletrônico apontar sua presença no local, além de outros indícios reunidos pela investigação. Os demais suspeitos ainda serão ouvidos.

A DHPP continua as investigações para esclarecer completamente a dinâmica do crime e eventuais responsabilidades.

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