OPERAÇÃO EXTRACTUS II

Polícia Federal procura empresário cuiabano suspeito de lavagem de dinheiro do tráfico

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Polícia Federal procura empresário cuiabano suspeito de lavagem de dinheiro do tráfico

O empresário Lincon Castro da Silva, procurado pela Polícia Federal na Operação Extractus II, deflagrada nesta quinta-feira (18), segue foragido após a Justiça decretar sua prisão preventiva. Ele é apontado como peça-chave em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas. Além disso, foi determinado o sequestro de um Porsche prata em um condomínio de luxo para garantir futuro ressarcimento aos cofres públicos. 

Lincon já havia recebido, em 2017, o título de cidadão cuiabano, concedido pela Câmara Municipal de Cuiabá. A indicação para a homenagem partiu do então suplente de vereador Júlio da Power.

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De acordo com a PF, o empresário é sócio ou proprietário de pelo menos nove empresas, incluindo a rede Precito - O Atacado da Cerveja, que atua em Cuiabá e em outros cinco estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Ele também figura como sócio-administrador da Disbepontes Comércio de Bebidas Ltda e da Fera Distribuidora e Logística, em Pontes e Lacerda, além da Workforce Solutions Ltda, registrada em Mirassol D’Oeste.

Na primeira fase da operação, a Polícia Federal identificou que traficantes de diversas regiões do país transferiam valores milionários a intermediários já presos, que repassavam os recursos para distribuidoras de bebidas com a justificativa de compras em grande escala. No entanto, as transações não apresentavam notas fiscais, comprovantes de entrega e, em alguns casos, as empresas nem existiam de fato. Na ocasião, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, seis de busca e apreensão e bloqueados bens avaliados em R$ 15 milhões.

A segunda fase da operação reforçou as provas de fraude e confirmou que Lincon desempenhava papel estratégico no esquema. A ação integra a estratégia da Polícia Federal de descapitalizar lideranças de organizações criminosas e reduzir o poder financeiro das quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas.