A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), a Operação Dardanário, com o objetivo de desmantelar uma associação criminosa especializada em golpes virtuais. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, em parceria com a Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Amazonas.
Ao todo, foram cumpridos 18 mandados judiciais, entre ordens de busca e apreensão, quebras de sigilo telefônico e bloqueios bancários, nas cidades de Cuiabá (MT) e Manaus (AM). Os investigados responderão pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Durante as investigações, a equipe da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande identificou que o dinheiro transferido pela vítima, cerca de R$ 33 mil, foi direcionado para contas bancárias de pessoas residentes em Manaus (AM). A partir dessa descoberta, os investigadores solicitaram medidas cautelares urgentes à Justiça, com o objetivo de bloquear valores, realizar buscas e apreensões e rastrear o fluxo financeiro do grupo criminoso.
Durante a operação, os policiais apreenderam diversos cartões bancários, cinco celulares e cerca de R$ 1,9 mil em dinheiro, que serão periciados.
Segundo o delegado Ruy Guilherme Peral da Silva, responsável pela investigação, os suspeitos aplicavam o chamado “golpe do intermediário”, modalidade em que o criminoso se passa por mediador de uma negociação de compra e venda feita pela internet. Uma das vítimas identificadas é um idoso de 69 anos, morador de Várzea Grande, que perdeu R$ 33 mil ao tentar comprar um veículo anunciado em uma rede social.
"A Polícia Civil do Estado do Mato Grosso iniciou essa investigação no ano de 2023 e identificou seis indivíduos envolvidos na prática do golpe do intermediário, envolvendo a compra e venda de veículos numa plataforma marketplace, o Facebook. A vítima, um idoso, acabou perdendo R$ 33 mil nesta ação criminosa", explicou o delegado de Mato Grosso.
O golpista alegava que o carro pertencia a um sobrinho, morador de Tangará da Serra que, na verdade, também era vítima do esquema.
As apurações revelaram que o principal suspeito, um jovem de 20 anos, mora no bairro Sol Nascente, em Cuiabá, e que o dinheiro das transferências era distribuído (“pulverizado”) para contas em Manaus, administradas por outros integrantes do grupo.
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A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento e não descarta o pedido de prisões preventivas dos suspeitos. O apoio da Polícia Civil do Amazonas foi considerado essencial para o êxito da operação.
Ruy Guilherme reforçou que a operação evidencia o trabalho integrado entre as Polícias Civis de Mato Grosso e do Amazonas, ressaltando a importância da cooperação entre instituições para o enfrentamento aos crimes cibernéticos. “As Polícias Civis demonstram sua força e união na repressão aos golpes virtuais, que têm crescido em todo o país”, completou Ruy Guilherme.
A corporação reforça a importância de que vítimas de golpes virtuais registrem boletim de ocorrência ou denunciem os casos, para que ações como a Operação Dardanário continuem sendo realizadas e os responsáveis sejam identificados e punidos.
Reprodução: PJC-MT