ALVOS DE OPERAÇÃO

Funcionários de empresa de segurança em MT são suspeitos de desviar mais de R$ 1 milhão

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Funcionários de empresa de segurança em MT são suspeitos de desviar mais de R$ 1 milhão

A Polícia Civil de Mato Grosso desencadeou, na manhã desta sexta-feira (5), a Operação Integrazione, que mira um esquema de desvio de recursos dentro de uma empresa de segurança privada. As investigações apontam um prejuízo superior a R$ 1,1 milhão, decorrente de fraudes contábeis e manobras realizadas por funcionários que tinham acesso às contas da companhia.

Ao todo, foram cumpridas 18 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e medidas de sequestro de bens — incluindo imóveis e veículos ligados aos investigados. As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias, após representação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.

Reprodução: PJC-MT

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Durante a ação, três veículos supostamente adquiridos com o dinheiro desviado foram apreendidos, além de documentos, mídias e outros materiais que podem reforçar a apuração.

O esquema veio à tona após uma auditoria interna identificar movimentações irregulares nas contas da empresa. A partir daí, a equipe da Derf Cuiabá aprofundou a investigação e constatou que funcionários aproveitaram as funções que desempenhavam para aplicar meios fraudulentos, simulando operações contábeis que permitiam o desvio contínuo dos valores. A polícia também apura a participação de outras pessoas ainda não identificadas.

Segundo o delegado Luiz Felipe Leoni, responsável pelo caso, as medidas judiciais têm como objetivo fortalecer a investigação e garantir a recuperação do patrimônio subtraído. Ele destacou que a rápida comunicação da fraude pelos sócios à polícia foi decisiva para reduzir os danos.

“A percepção dos sócios da empresa em notar a fraude, aliada à comunicação imediata dos fatos à Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá, foi determinante para minimizar o prejuízo econômico suportado pelas vítimas. Neste sentido, o diálogo entre os órgãos de persecução criminal revelou-se essencial para a eficácia do sistema de justiça em sentido macro", afirmou o delegado.

As apurações também revelaram que os investigados utilizavam plataformas de apostas para lavagem de dinheiro, reinserindo os valores desviados na economia formal como se fossem ganhos legítimos.

O nome da operação, “Integrazione”, remete justamente ao modo como o dinheiro ilícito era “integrado” novamente ao sistema financeiro.