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PM suspeito de envolvimento em assassinato é investigado por extorsão e ameaça

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PM suspeito de envolvimento em assassinato é investigado por extorsão e ameaça

O policial militar Raylton Mourão, conhecido por responder a Processos Administrativos Disciplinares (PADs) dentro da Polícia Militar de Mato Grosso, passou a ser investigado como suspeito de participação no assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Nunes, de 33 anos, ocorrido na última quinta-feira (11) em Várzea Grande. Ele e a esposa são considerados foragidos desde o último sábado (13), quando a Polícia Civil deflagrou a Operação Moeda de Sangue.

Rozeli foi morta com seis tiros enquanto deixava sua residência, no bairro Canelas, para ir ao trabalho. Dois homens em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram os disparos.

Além do crime mais recente, Mourão tem um histórico de acusações dentro da corporação. Em agosto, ele foi denunciado por abrir fogo contra a fachada de uma oficina mecânica no bairro Parque Del Rey, após uma discussão com o proprietário por conta de entulhos despejados em um terreno vizinho. Câmeras de segurança registraram o momento em que o PM chegou de moto e disparou dez vezes contra o local.

Na investigação do homicídio da personal, a Polícia Civil apreendeu na residência do militar itens que podem ligá-lo ao crime, como um capacete semelhante ao usado pelos assassinos, além de sua arma funcional, luvas e equipamentos eletrônicos. Antes de fugir, ele teria levado as gravações das câmeras de segurança da própria casa.

As apurações apontam que a motivação do assassinato pode estar relacionada a um processo judicial decorrente de um acidente de trânsito envolvendo um caminhão da empresa do PM e da esposa. Rozeli havia acionado a Justiça e tinha audiência marcada com o casal para o dia 16 de setembro.

O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios de Várzea Grande.