Durante coletiva de imprensa na terça-feira (23), o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que o piloto da moto que ajudou o soldado da Polícia Militar Raylton Duarte Mourão no assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, de 33 anos, já foi identificado.
Segundo o delegado, Raylton foi identificado em menos de 48 horas após o crime. “Se um policial, com toda a sua esperteza, foi descoberto em dois dias, pode ter certeza de que esse outro suspeito já está identificado”, afirmou Bruno Abreu. Apesar disso, ele não deu mais detalhes para não comprometer as investigações.
No último domingo (21), Raylton se entregou à polícia e confessou ser o autor dos disparos que mataram Rozeli. O PM alegou que “demônios” em sua mente o teriam levado a cometer o crime.
Durante o depoimento, Raylton não revelou o nome do cúmplice que participou do crime e afirmou que sua esposa, também investigada, não teve envolvimento.
Na manhã desta terça-feira (23), Aline Valandro Kounz, esposa do policial militar Raylton Mourão, que estava foragida desde o crime, se apresentou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, acompanhada de advogados. Ela foi ouvida pelo delegado Bruno Abreu, que já havia antecipado que pediria sua liberdade, uma vez que as investigações até o momento não indicam envolvimento direto dela no assassinato.
No mesmo dia, a Justiça de Mato Grosso revogou a prisão de Aline. A decisão foi tomada pelo juiz Pierro de Faria Mendes, durante audiência de custódia. O magistrado acatou o pedido da autoridade policial, ressaltando a ausência de indícios de autoria ou participação de Aline no crime. O Ministério Público também se posicionou favoravelmente à soltura da investigada.
Relembre o crime
Rozeli foi morta com seis tiros na manhã do último dia 11 de setembro, ao sair de casa no bairro Canelas, em Várzea Grande. Câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima foi surpreendida pela dupla de moto enquanto dirigia seu veículo.
A motivação do crime estaria ligada a uma ação judicial que a vítima movia contra ele e sua esposa, donos de uma empresa de caminhões, após um acidente de trânsito envolvendo o carro de Rozeli. No processo, a personal trainer pedia cerca de R$ 24 mil em indenização por danos morais e materiais.