OPERAÇÃO "RASTRO DE ÉREBO"

PJC desmonta esquema de garimpo ilegal que devastava rios em MT; veja vídeo

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PJC desmonta esquema de garimpo ilegal que devastava rios em MT; veja vídeo
Reprodução: PJC-MT

Na manhã desta segunda-feira (20), a Polícia Civil de Mato Grosso, através da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), deflagrou a Operação Rastro de Érebo com objetivo de desarticular um esquema de extração ilegal de minérios que atuava em áreas de preservação permanente nos municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá, no norte de MT.

De acordo com as investigações, conduzidas pela Dema, apontam que cooperativas da região promoviam garimpo ilegal nos rios Peixoto e Peixotinho sem a autorização da Secretaria de Estado e Meio Ambiente (Sema), provocando danos ao meio ambiente.

Durante a ação da polícia, foram cumpridos dois mandado de busca e apreensão em sedes de cooperativas em Peixoto de Azevedo. A Justiça determinou o bloqueio das atividades, a interdição dos empreendimentos até que sejam regularizados e a proibição da emissão de notas fiscais ligadas à exploração irregular. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil.

De acordo com o delegado Guilherme Pompeo, a extração clandestina tem causado poluição dos rios e contaminação da água com sedimentos e metais pesados, além de destruir a vegetação nativa. “O uso de maquinário pesado alterou o curso natural dos rios e intensificou o assoreamento, comprometendo o equilíbrio ecológico e a sobrevivência da fauna e da flora”, afirmou.

A titular da Dema, delegada Liliane Murata, destacou que o trabalho exige um alto grau de especialização e integração entre inteligência e operação. “O objetivo é reduzir os danos ambientais e proteger a saúde da população, que depende diretamente desses recursos naturais”, explicou.

O trabalho contou com apoio fluvial, aéreo e terrestre e reuniu 41 agentes de diferentes instituições, entre elas a Core, Ciopaer, Bope, Politec, Sema e Ibama, utilizando 13 viaturas, um helicóptero e cinco embarcações.

O nome da operação faz referência a Érebo, personagem da mitologia grega que simboliza a escuridão e o oculto, uma alusão ao ambiente clandestino onde ocorre a mineração ilegal.

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