CASO PERSONAL TRAINER EM VG

Piloto de moto em execução diz que poderia ter evitado crime, mas temeu ser morto

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Piloto de moto em execução diz que poderia ter evitado crime, mas temeu ser morto

Vitor Hugo Oliveira Silva, de 21 anos, preso na tarde de terça-feira (30), por pilotar a motocicleta usada no assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, confessou em depoimento que teve a chance de impedir o crime, mas não o fez por medo de ser morto. A declaração foi revelada pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações.

Segundo o delegado, Vitor contou que foi procurado pelo policial militar Raylton Mourão, apontado como autor dos disparos, um dia antes do homicídio, sob o pretexto de realizar um “serviço”. O rapaz, que havia trabalhado anteriormente para o PM, afirmou ter acreditado que se tratava de um trabalho comum de jardinagem.

"Hoje ele contou que o Raylto, um dia antes, foi até sua casa e disse 'olha eu preciso de você amanhã pra fazer um serviço pra mim'. Nas palavras do Vitor ele entendeu que se tratava de um serviço de carpinagem, porque o Vitor já trabalhava com ele há dois anos atrás", declarou o delegado.

No entanto, ao perceber a verdadeira intenção de Raylton na madrugada do crime, no dia 11 de setembro, Vitor admitiu ter entendido que algo grave aconteceria.

"Quando o Raylton disse emparelha naquele carro ele sabia que o Raylton ia tirar a vida daquela pessoa. Ele teve o livre arbitrio de parar a moto e evitar o crime, ele disse que poderia ter evitado, mas que continuou porque ficou com medo de ser morto pelo Raylton", acrescentou.

Rozeli foi assassinada com seis tiros quando saía de casa para trabalhar, no bairro Canelas, em Várzea Grande. Em troca da participação no crime, Vitor disse ter recebido cerca de R$ 500 e um celular. Ele foi capturado no dia 30 de setembro, na BR-070, enquanto tentava fugir para Cáceres (225 km de Cuiabá).

A motivação do crime, segundo a polícia, está relacionada a um processo judicial movido por Rozeli contra a empresa de Raylton, após um acidente de trânsito. Na ação, a vítima solicitava cerca de R$ 24 mil por danos morais e materiais. O policial foi preso no último dia 22, depois de permanecer dez dias foragido.

A motocicleta e a arma utilizadas no assassinato ainda não foram encontradas. As investigações seguem em andamento.