A Polícia Federal intensificou a apuração de indícios relacionados ao ex‑controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao reavaliar perícias de investigações anteriores que apontam padrões semelhantes aos observados na atual fase da Operação Compliance Zero.
Segundo fontes apuradas pelo portal Metrópoles, os laudos periciais revisados mostram movimentações de dinheiro que incluem repasses milionários a empresas ligadas a familiares de Vorcaro e transferências diretas para sua conta pessoal, elementos que agora são incorporados ao novo inquérito da PF.
Os documentos revisados fazem parte de investigações que antecedem a segunda fase da Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro pelo órgão.
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A reanálise foi motivada pelo reconhecimento de um “modus operandi” financeiro similar em operações examinadas no passado e nas estruturas de fundos no caso Master.
Uma das linhas de apuração envolve fluxos de recursos que teriam passado pela Sefer Investimentos DTVM, antiga Foco DTVM, e que foram associados a fundos como São Domingos e Monte Carlo, ambos citados nos relatórios periciais. Esses fundos, segundo a PF, teriam alimentado empresas sob domínio familiar do banqueiro.
Entre os beneficiários desses recursos estão firmas registradas no mesmo endereço em Nova Lima (MG), como Milo Investimentos e Mercatto Incorporações, cujos administradores são parentes de Vorcaro, de acordo com o cruzamento de dados fiscais e bancários feito pelos peritos.
A retomada dos laudos antigos para enriquecer a atual investigação ocorre em um momento em que a PF já mapeia outras operações atípicas, consideradas incompatíveis com a dinâmica normal de aplicações financeiras. Elementos como transferências pessoais e ligação com estruturas empresariais complexas estão sob escrutínio na Compliance Zero.
A reaproximação entre fatos antigos e a nova fase da investigação tem o objetivo de reforçar a compreensão dos mecanismos utilizados e explicar por que a corporação ampliou o escopo da operação em 2026.