Na manhã desta terça-feira (12), a Polícia Federal deflagrou a Operação Ita Yubá para desmontar uma quadrilha que teria lucrado mais de R$ 200 milhões com ouro e pedras preciosas extraídos ilegalmente. Foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Goiás, Pará, Tocantins, Maranhão, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal, com apoio de órgãos ambientais e fiscais.
Segundo as investigações, o ouro extraído de garimpos clandestinos era ‘esquentado’ por meio de notas fiscais falsas e repassado a empresas do setor de joias, que o comercializavam como se fosse de origem legal.
Além de abastecer o mercado com minério irregular, a rede lavava parte dos lucros por meio de laranjas e transações bancárias sem respaldo legal. Foram encontrados indícios de falsificação de documentos e crimes ambientais graves, como desmatamento e contaminação de rios por mercúrio, principalmente na Amazônia.
Operação Ita Yubá
O nome da operação faz referência ao termo tupi-guarani “Ita”, que significa “pedra”. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, usurpação de bens da União, extração e comércio ilegal de minérios, lavagem de dinheiro e crimes ambientais, com penas que podem ultrapassar 30 anos de prisão.
As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos, incluindo possíveis servidores e empresários que tenham contribuído com o esquema.