DESGASTE RECORDE

Sob o comando de Gisela Cardoso, OAB-MT tem alta desconfiança da população, revela pesquisa

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Sob o comando de Gisela Cardoso, OAB-MT tem alta desconfiança da população, revela pesquisa

A mais recente pesquisa realizada pelo Instituto Percent Brasil, divulgada neste terça-feira (16), mostrou que a Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Mato Grosso (AOB-MT) enfrenta um sério problema de credibilidade junto à sociedade mato-grossense. De acordo com os dados, 79% dos entrevistados afirmaram não confiar na instituição, enquanto apenas 21% declararam confiar na entidade.

O resultado reflete um desgaste crescente da imagem da OAB no estado, que historicamente se apresenta como defensora da cidadania, da democracia e da justiça.

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Em Mato Grosso, a OAB-MT tem sido alvo de críticas crescentes por parte de advogados e juristas. Um dos pontos de reclamação diz respeito à sua atuação considera insuficiente em temas de grande relevância social, como a defesa de direitos coletivos, a fiscalização efetiva do exercício da advocacia e seus posicionamentos públicos em questão políticas estaduais e municipais

Há casos que reforçam essa insatisfação: o episódio que gerou polêmica foi a Operação Office Crime, ligada à morte do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Renato Gomes Nery, na qual quatro policiais e um caseiro tiveram prisões decretadas. A OAB-MT manifestou-se acompanhando as investigações, mas parte da população considera que sua reação foi tardia ou mais simbólica do que efetiva.

Também se destaca a Operação Alvará Final, deflagrada em dezembro de 2024, em que golpistas que se passavam por advogados foram investigados por estelionato eletrônico. Apesar da OAB-MT ter sido parceira da investigação, denunciando falsos advogados, mas ao mesmo tempo demonstrou que há falhas sistêmicas que permitem que fraudes desse tipo ocorram.

Há ainda casos mais graves ligados ao uso de prerrogativas da advocacia para facilitar comunicação ilícita com presídios, como o caso da Operação Caixa de Pandora, ocorrido em junho de 2024, no qual advogados foram suspensos por permitirem entrada de celulares na PCE para clientes presos.

Outro episódio que ganhou repercussão recente foi a Operação Sepulcro Caiado, deflagrada em 30 de julho de 2025 pela Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio do Tribunal de Justiça do Estado. A ação investiga um sofisticado esquema de fraudes judiciais que teria desviado mais de R$ 21 milhões da Conta Única do Poder Judiciário.

Segundo as investigações, o grupo criminoso era composto por empresários, servidores públicos e advogados. As irregularidades incluíam a simulação de dívidas, a apresentação de comprovantes falsos de depósitos judiciais, o uso de alvarás fraudados e a falsificação de documentos diversos.

Entre os alvos está o advogado Rodrigo Moreira Marinho, que, ironicamente, havia sido designado pela OAB-MT para acompanhar diligências da própria operação, atuando como “acompanhante” para garantir o respeito às prerrogativas da advocacia. Contudo, durante as buscas, ele acabou preso preventivamente, já que também figurava como investigado. Para os investigadores, Marinho integra o núcleo de advogados suspeitos de participação no esquema.