A votação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) foi adiada em uma semana após um pedido de “vista geral” feito por cinco deputados, tanto da base quanto da oposição ao governo de Mauro Mendes (UB). A proposta, que define a previsão de receitas e despesas do estado, gerou um embate interno sobre o controle orçamentário do Executivo.
O pedido de vista foi inicialmente feito pela deputada Janaina Riva (MDB), que participava da sessão remotamente. A decisão foi apoiada por parlamentares de diferentes espectros políticos, incluindo Lúdio Cabral (PT), Wilson Santos (PSD), Dilmar Dal Bosco (UB) e Carlos Cavallone (PSDB). O presidente da Assembleia, Max Russi (PSB), já havia antecipado que a votação não seria concluída na data marcada.
O principal ponto de discórdia entre governo e Legislativo é a Emenda nº 03, que propõe reduzir o limite de remanejamento orçamentário do Executivo de 20% para apenas 5%. Essa medida foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação e representa um desgaste no relacionamento entre os dois poderes.
O projeto, que ainda precisa passar por audiência pública e uma segunda votação, deve ser novamente discutido na próxima sessão, quando os deputados que solicitaram a vista poderão votar o texto.