OPERAÇÃO SHOWDOWN

PC mira família ligada a facção e bloqueia mais de R$ 20 milhões movimentados no tráfico em MT

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PC mira família ligada a facção e bloqueia mais de R$ 20 milhões movimentados no tráfico em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Showdown para desarticular um núcleo familiar suspeito de atuar para uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar na região norte de Mato Grosso.

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Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui) Ao todo, são cumpridas 31 ordens judiciais expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, incluindo quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro de imóveis, além do bloqueio de contas bancárias e suspensão de três empresas. As medidas são executadas nas cidades de Alta Floresta e Nova Bandeirantes. As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões em cerca de um ano e sete meses, valores considerados incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. O dinheiro seria proveniente principalmente do tráfico de drogas e posteriormente lavado por meio de empresas de fachada e plataformas de jogos on-line. A principal investigada é uma mulher apontada como liderança da facção em Alta Floresta. Considerada de alta periculosidade, ela está foragida desde agosto de 2025, quando fugiu do Presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Familiares da suspeita — entre eles o pai, a filha e o genro — também são alvos da operação. Segundo a investigação, eles atuariam como operadores financeiros do esquema, administrando empresas usadas para dar aparência legal aos recursos obtidos com atividades criminosas. Outro braço do esquema investigado envolve um garimpo ilegal na região de Alta Floresta. O local também funcionaria como ponto de apoio para extorsões contra garimpeiros e para o tráfico de drogas, além de um bar e prostíbulo administrado pelo grupo próximo a Nova Bandeirantes. As apurações também revelaram que integrantes da família ostentavam padrão elevado de vida, com compra de imóveis, veículos de luxo e viagens internacionais. Uma das investigadas mantém um perfil em rede social com mais de 40 mil seguidores, onde exibe rotina de luxo e aquisições. A operação conta com apoio da Delegacia de Alta Floresta, Delegacia de Nova Bandeirantes e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). O nome “Showdown” faz referência a uma jogada do pôquer em que os jogadores revelam as cartas, em alusão ao uso de jogos de azar pelo grupo para movimentar e ocultar dinheiro ilícito. A ação integra as estratégias da Polícia Civil dentro da Operação Pharus e do programa Tolerância Zero contra facções criminosas no Estado.