A Polícia Civil de Mato Grosso esclareceu, na tarde desta terça-feira (20), o suposto sequestro de uma adolescente de 13 anos ocorrido na saída de uma escola no bairro Cidade Alta, em Cuiabá e prendeu dois suspeitos apontados como responsáveis pela ação. As investigações da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos e Deveres da Criança e do Adolescente (Deddica) identificaram o ex-padrasto da vítima, de 60 anos, como o principal articulador do crime registrado em 10 de novembro de 2025.
Segundo a apuração, o homem teria planejado toda a ação e contratado um comparsa, de 33 anos, para simular o sequestro. Com base nas provas reunidas, a Justiça decretou a prisão preventiva dos suspeitos, que poderão responder por sequestro, cárcere privado e estupro de vulnerável. O ex-padrasto também será responsabilizado por denunciação caluniosa.
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O caso teve início em 10 de novembro, quando o próprio suspeito procurou a polícia relatando que teria sido vítima de um sequestro junto com a enteada. Na ocasião, afirmou que, ao buscar a adolescente na escola, foi rendido por um homem encapuzado e obrigado a dirigir até um motel da região.
A versão apresentada, no entanto, começou a ruir com o avanço das investigações. A equipe da Deddica identificou inconsistências no relato e reuniu elementos que indicaram que o crime havia sido previamente articulado pelos dois suspeitos, sem participação de terceiros.
Durante a apuração, os policiais constataram que o ex-padrasto conheceu o comparsa por meio de um site de relacionamentos e ofereceu R$ 1 mil para que ele participasse da encenação. Também foi confirmado que o homem adquiriu materiais utilizados na ação, como vendas, algemas e balaclavas.
Diante das evidências, a Polícia Civil representou pelas prisões preventivas, que foram autorizadas pela Justiça e cumpridas sob coordenação do delegado César Ferreira.
Em depoimento, os dois presos alegaram que a intenção inicial seria apenas “dar um susto” na adolescente. A versão, no entanto, não se sustentou diante dos fatos apurados pela investigação.
De acordo com a Polícia Civil, o inquérito segue em andamento para o completo esclarecimento do caso e responsabilização dos envolvidos conforme a gravidade de cada conduta.