O braço direito de Gilmar Reis da Silva, o “Vovozona”, líder do tráfico em Mato Grosso, foi preso no Rio de Janeiro durante a Operação Imperium, deflagrada na terça-feira (10). Identificado pelas iniciais A.A.S.N., o investigado é apontado como principal executor das ordens da facção e peça-chave no núcleo financeiro do grupo criminoso.
De acordo com o delegado Gustavo Colognesi Belão, titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a atuação das forças policiais e destacou a cooperação interestadual que resultou na prisão.
“A Polícia Civil do Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado, a GCCO, e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, a DRACO, realizou uma importante prisão no Rio de Janeiro, com o apoio da Polícia Civil daquele estado”, afirmou.
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Segundo ele, equipes da GCCO e da DRACO já estavam no Rio para o cumprimento de ordens judiciais expedidas na Operação Imperium quando conseguiram localizar e prender o principal braço financeiro da liderança criminosa investigada.
“Durante as diligências que ocorreram no sábado, dias antes da deflagração da operação, foi possível identificar que o investigado estava em uma conveniência localizada na Praia do Recreio. Com ele, foi apreendida uma caminhonete S-10 adquirida por meio do crime de lavagem de dinheiro promovido pela organização criminosa”, explicou o delegado.
De acordo com as investigações, o preso já possui condenação por tráfico de drogas e é considerado o braço direito da liderança. Ele mantém registrada em seu nome uma empresa em Lucas do Rio Verde, que, conforme apurado, não possui existência física.
“As investigações revelam que o investigado se desloca constantemente ao Rio de Janeiro, levando consigo dinheiro e veículos para as lideranças da facção”, acrescentou Belão.
A Operação Imperium foi deflagrada para desarticular o núcleo financeiro da facção criminosa que atua em Mato Grosso e em outros estados. Ao todo, foram cumpridas 61 ordens judiciais, incluindo 12 mandados de prisão preventiva e o bloqueio de até R$ 43 milhões em contas bancárias dos investigados.
O delegado reforçou que a captura é resultado da integração entre as instituições. “A parceria da GCCO e DRACO com a Polícia Civil do Rio de Janeiro fortalece e reafirma o compromisso das instituições no enfrentamento às facções criminosas e na recaptura das lideranças de Mato Grosso, ainda que foragidas em outras unidades federativas”, concluiu.