Uma ofensiva integrada das Polícias Civis de todo o país, com apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), provocou um forte impacto na estrutura financeira e operacional do crime organizado. As ações, realizadas entre os dias 24 de novembro e 5 de dezembro de 2025, durante a 3ª edição da Operação Renorcrim, concentraram esforços no enfrentamento às facções criminosas e reforçaram a estratégia de atuação conjunta como eixo central da segurança pública nacional.
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Os trabalhos ocorreram entre 24 de novembro e 5 de dezembro de 2025, durante a 3ª edição da Operação Renorcrim, que mobilizou equipes em todas as unidades da federação. O resultado foi expressivo: 603 pessoas presas, mais de 5 toneladas de drogas apreendidas, 202 armas de fogo retiradas de circulação — entre elas oito fuzis — além de milhares de munições, veículos e outros bens ligados às organizações criminosas.
No aspecto financeiro, a operação avançou sobre o patrimônio ilícito das facções. Houve bloqueio judicial de R$ 838 milhões, com R$ 196 milhões já efetivamente retidos, além de um prejuízo total estimado em R$ 355 milhões causado ao crime organizado em todo o país.
Em Mato Grosso, a Polícia Civil teve atuação de destaque, com 69 prisões realizadas, cumprimento de mais de uma centena de mandados de busca e apreensão, apreensão de armas, munições, veículos e grandes quantias em dinheiro. Somente em uma das ações, mais de R$ 658 mil em espécie foram confiscados. O prejuízo estimado às organizações criminosas no estado supera R$ 2,2 milhões.
Para o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, os resultados evidenciam a importância da integração entre os estados. Segundo ele, a Renorcrim demonstra a capacidade das forças de segurança em atuar de forma coordenada para enfraquecer financeiramente o crime organizado e ampliar a eficácia do combate às facções criminosas.