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Operação mira Angeliquinha, filha, genro e pai por tráfico e lavagem de dinheiro em MT

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Operação mira Angeliquinha, filha, genro e pai por tráfico e lavagem de dinheiro em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso identificou os quatro investigados alvos da Operação Showdown, deflagrada nesta quinta-feira (5), para desarticular um núcleo familiar suspeito de atuar para uma facção criminosa no norte de Mato Grosso. A principal investigada é Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, apontada como liderança do grupo em Alta Floresta e considerada foragida da Justiça.

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Além dela, também são investigados a filha Kauany Beatriz, o genro Guilherme Luareth e o pai Paulo Felizardo. Segundo as investigações, o grupo seria responsável por operar um esquema que envolve tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e divulgação de jogos de azar, utilizando empresas e atividades comerciais para dar aparência legal aos recursos obtidos de forma ilícita.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, Paulo Felizardo foi preso em uma área de garimpo na região de Novo Astro, próximo ao município de Nova Bandeirantes. Já Kauany Beatriz e Guilherme Luareth foram localizados e detidos em Alta Floresta. A líder do grupo, Angeliquinha, continua foragida e é procurada pelas forças de segurança.

As medidas foram autorizadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, que expediu 31 ordens judiciais. Entre elas estão quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias, sequestro de imóveis e veículos e suspensão de empresas ligadas aos investigados. As ações são realizadas nos municípios de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.

As investigações apontam que, em cerca de um ano e sete meses, o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões, valores considerados incompatíveis com a renda declarada. A suspeita é de que o dinheiro tenha origem no tráfico de drogas e tenha sido lavado por meio de empresas de fachada e transações financeiras.

Outro braço do esquema investigado envolve a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta. De acordo com a apuração policial, o local também serviria como ponto de apoio para tráfico de drogas e extorsões contra garimpeiros, enquanto o ouro extraído poderia ser utilizado para ocultar a origem de recursos ilícitos.

Enquanto isso, integrantes da família exibiam nas redes sociais um padrão de vida considerado incompatível com a renda declarada, com aquisição de imóveis, carros de luxo e viagens internacionais.

A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e pela Delegacia de Alta Floresta, com apoio de unidades policiais da região e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).