"MÁQUINA FANTASMA"

Operação da Sefaz fiscaliza 1 mil empresas do varejo em MT por irregularidades

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Operação da Sefaz fiscaliza 1 mil empresas do varejo em MT por irregularidades
Foto: Luiz Leite/Sefaz-MT

Cerca de mil estabelecimentos comerciais em Mato Grosso estão sendo fiscalizados nesta semana pela Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT) em uma ação que busca identificar irregularidades na emissão de notas fiscais e na utilização de meios de pagamento eletrônicos. A iniciativa faz parte da quarta edição da Operação Máquina Fantasma e ocorre em Cuiabá, Várzea Grande e outros 20 municípios do interior do estado, em parceria com as prefeituras locais.

Segundo o secretário adjunto de Receita Pública, Fábio Pimenta, a operação reforça a colaboração entre Estado e municípios para combater a sonegação e garantir um ambiente de negócios mais transparente, especialmente durante a transição para o novo sistema tributário nacional. “O fortalecimento dos mecanismos de controle é essencial para preparar Mato Grosso para a implantação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá tributos atuais e terá competência compartilhada entre Estado e municípios”, afirmou.

O foco principal da fiscalização são empresas que ainda não integraram o sistema de emissão de notas fiscais com os meios de pagamento eletrônicos, como as maquininhas de cartão. A obrigatoriedade começou a valer de forma escalonada em abril de 2024, e cada grupo de contribuintes teve seis meses para se adequar.

De acordo com o superintendente de Fiscalização, José Carlos Bezerra, antes de iniciar as autuações, a Sefaz investiu em uma etapa de orientação. “Priorizamos o diálogo e o suporte aos contribuintes para incentivar a regularização espontânea. Mas algumas empresas permanecem irregulares, exigindo agora uma ação mais rigorosa”, explicou.

A seleção dos alvos da operação também levou em conta informações do programa Nota MT, denúncias de consumidores e reincidência em autuações fiscais. Durante as visitas, os fiscais conferem a emissão correta de notas, a vinculação das maquininhas ao CNPJ e o cumprimento de obrigações acessórias, como cadastro atualizado e consistência de dados.

Além de coibir a sonegação, a ação pretende assegurar concorrência justa entre comerciantes e reforçar a arrecadação estadual, possibilitando mais investimentos em serviços públicos essenciais.