Nesta terça-feira (30) dois suspeitos foram detidos em São Paulo durante uma operação da Polícia Civil queinvestiga a adulteração de bebidas batizadas com metanol, subtância altamente tóxica. Ao todo, foram apreendidas 50 mil garrafas e e cinco inquéritos foram abertos. Três departamentos da polícia participam das investigações, e quatro distribuidoras já aparecem como suspeitas.
As autoridades descartam, por enquanto, envolvimento de facções criminosas organizadas, como o PCC, e apontam que a adulteração pode ter sido cometida por quadrilhas independentes. Entre as hipóteses estão contaminação acidental, erro no processo de envase ou uso de metanol para lavagem de garrafas reutilizadas.
Somente nesta terça, 117 garrafas de vodca foram recolhidas em três bares e adegas nas regiões dos Jardins e Mooca, na capital paulista.
Nos três estabelecimentos fiscalizados, foram apreendidas garrafas de bebidas sem rótulos e sem comprovação de procedência, que foram encaminhadas à perícia no Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica, e dois estabelecimentos foram autuados por irregularidades sanitárias.
A polícia agora foca em rastrear a origem das distribuidoras e os fluxos de pagamento envolvidos. Os proprietários de estabelecimentos já prestaram depoimentos.
As ações, que já são realizadas de forma rotineira pelas equipes das Vigilâncias Sanitárias dos Municípios e do Estado, foram intensificadas também em cidades da Grande São Paulo. Somente neste mês de setembro, foram realizadas mais de 43 mil ações de fiscalização nos 645 municípios paulistas, no segmento de comércios de bebidas, alimentos, bares, restaurantes e adegas.
O governo estadual montou um gabinete de crise, coordenado pelo governador Tarcísio de Freitas, para acompanhar a investigação e definir medidas de prevenção.