A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu três integrantes de uma facção criminosa durante a continuidade da megaoperação Cartório Central, deflagrada para desarticular uma organização envolvida em crimes como tráfico de drogas, extorsão, lavagem de dinheiro e agiotagem em Primavera do Leste e região. As capturas ocorreram entre terça (21) e quarta-feira (22), em ações realizadas nos municípios de Primavera do Leste, Tangará da Serra e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Um dos principais alvos, identificado pelas iniciais H.D.R.F., foi localizado na capital sul-mato-grossense com apoio da Polícia Civil local. Segundo as investigações, ele exercia a função de “disciplina” dentro da facção, sendo responsável por aplicar punições internas, promover cobranças e coordenar extorsões contra comerciantes da região sudeste de Mato Grosso.
Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
Outro preso, T.B.C., foi encontrado em Tangará da Serra. Embora atuasse como lojista, ele é apontado como operador direto do tráfico de drogas, mantendo negociações relacionadas à venda de entorpecentes e contribuindo para o fortalecimento financeiro da organização criminosa. A polícia destaca que sua atuação era essencial para a arrecadação de recursos e a manutenção da hierarquia do grupo.
Já em Primavera do Leste, foi capturado J.B.D., também identificado como “lojista” da facção. Conforme apurado, ele tinha participação direta na comercialização de drogas, operando sob o comando da estrutura criminosa instalada no município.
Megaoperação segue em andamento
Deflagrada no último dia 14 de janeiro, a operação Cartório Central cumpre 471 ordens judiciais, entre elas 225 mandados de prisão preventiva. A ofensiva é resultado de mais de um ano de investigações conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Primavera do Leste, por meio da Divisão de Investigação sobre Entorpecentes.
Os trabalhos revelaram a existência de uma facção com organização interna complexa, divisão de funções, controle financeiro estruturado e logística própria, responsável por coordenar atividades ilícitas em larga escala.
De acordo com a Polícia Civil, o objetivo central da operação é desmontar a estrutura criminosa, responsabilizar seus integrantes, interromper o fluxo de dinheiro ilegal e enfraquecer o domínio territorial exercido pelo grupo na região.