Hoje, 22 de março, Dia Mundial da Água, a data deveria servir para reflexão.
Mas, em Várzea Grande, ela escancara um problema antigo e que segue sem solução.
Falar de água por aqui é falar de ausência literalmente. É rotina de torneira seca, de bairros as vezes inteiros sem abastecimento e de uma população que já não sabe mais a quem recorrer.
O que deveria ser básico e de direito virou incerteza.
O DAE(Departamento de água e esgoto de Várzea-Grande), que deveria garantir esse serviço essencial, não acompanha a cidade. Falta estrutura, falta planejamento e, principalmente, falta resposta. Resposta que não veio das gestões passadas e da atual também.
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A precariedade é visível e sentida no dia a dia de quem precisa se virar como pode para armazenar água ou depender de soluções improvisadas.
Não é mais um problema pontual. É um sistema que falhou e continua falhando. E enquanto isso, a população segue pagando a conta de um serviço que muitas vezes nem chega mas a conta, essa chega, todo mês para o morador.
Como publicitário e morador da cidade, é impossível não perceber o impacto disso na imagem da cidade. Nenhum discurso sustenta a realidade de quem abre a torneira e não tem água.
No fim, o Dia Mundial da Água, por aqui, não é sobre consciência ou preservação. É sobre cobrança. Porque água não pode ser privilégio. Tem que ser garantida.
Daniel Assis é publicitário e radialista, formado pela Unirondon/UNIC, comunicador com atuação em mídia e produção de conteúdo, articulista e atento às pautas sociais e urbanas.