A implosão do PRD em Mato Grosso desencadeou uma corrida por abrigo partidário, mas encontrou portas fechadas no Podemos. Em meio ao cenário de incerteza, o presidente da sigla no Estado, deputado Max Russi, adotou um tom firme e descartou, ao menos por agora, a entrada de novos nomes.
A posição atinge diretamente lideranças que ficaram sem legenda após a queda do comando estadual do PRD, que tinha à frente Mauro Carvalho. Com o prazo da janela partidária se aproximando do fim, a pressão por espaço aumentou — mas não surtiu efeito dentro do Podemos.
Russi deixou claro que a decisão passa por uma questão prática e política: a chapa para deputado estadual já está praticamente consolidada. Qualquer nova entrada, segundo ele, exigiria a saída de quem já está no grupo, algo que ele não pretende fazer.
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Nos bastidores, o recado foi interpretado como uma forma de blindar acordos já firmados e evitar desgaste interno. O deputado reforça que não há margem para romper compromissos assumidos com pré-candidatos que já aceitaram integrar o projeto eleitoral.
Apesar da resistência na disputa estadual, o cenário é diferente na corrida por vagas à Câmara Federal. O Podemos ainda tenta completar a chapa e mantém espaço aberto para novos nomes, em meio à reta final das articulações.
Com o tempo curto e a crise partidária ampliando a disputa, o ambiente político em Mato Grosso se torna cada vez mais competitivo. A reorganização forçada após o colapso do PRD deve intensificar negociações de última hora e provocar novos rearranjos nos próximos dias.
Enquanto isso, a mensagem de Russi é direta: quem busca espaço terá que encontrar alternativas, porque, no Podemos, a fila já está praticamente fechada.