INTOXICAÇÃO FATAL

MT registra novos casos de intoxicação por metanol; morte de mulher é confirmada em VG

PAULA VALÉRIA / DA REDAÇÃO
· 3 min de leitura
MT registra novos casos de intoxicação por metanol; morte de mulher é confirmada em VG
Ilustração

Nesta quinta-feira (13), a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) confirmou a primeira morte por intoxicação por metanol em Várzea Grande. A vítima, uma mulher de 30 anos, apresentou agravamento rápido do quadro clínico após consumir bebidas alcoólicas em diferentes ocasiões e morreu antes de chegar ao pronto-socorro do município. O caso é o primeiro óbito oficialmente registrado na cidade relacionado à substância.

O Estado contabiliza quatro ocorrências confirmadas de intoxicação por metanol neste ano, sendo duas em Várzea Grande e duas em Itanhangá. Outros seis casos seguem sob investigação, somando dez notificações no Painel de Monitoramento atualizado pela SES.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, lamentou a confirmação do primeiro óbito por intoxicação por metanol em Mato Grosso e reforçou a necessidade de atenção redobrada por parte da população.

“A primeira morte por intoxicação por metanol em Mato Grosso é muito triste. A população deve ficar alerta para a procedência de bebidas alcóolicas antes do consumo. É importante que as orientações da SES sejam seguidas para prevenirmos novos casos”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

No município de Itanhangá, um jovem de 26 anos e a sogra, de 42, também foram diagnosticados com intoxicação após ingerirem whisky. Ele apresentou sintomas como vômito, náuseas, tontura e dificuldade para respirar, mas já recebeu alta. Já a mulher permanece internada em estado grave, com perda progressiva da visão e dificuldade para caminhar.

Em Várzea Grande, além do caso da vítima que morreu, a SES acompanha a situação de um homem de 24 anos que continua hospitalizado. Outro morador, de 40 anos, também é investigado por suspeita de intoxicação.

Morte súbita

Segundo o relato da Secretaria Municipal de Saúde, a mulher que morreu participou de uma confraternização no dia 2 de novembro, onde consumiu cerveja. Dois dias depois, voltou a ingerir cerveja e whisky. No dia 5, procurou atendimento com náuseas e vômitos e recebeu alta após melhora. Porém, em 7 de novembro, sofreu piora súbita, com dor de cabeça intensa e visão turva. A equipe do Samu foi acionada, mas ela já chegou sem vida ao hospital. A confirmação do metanol foi realizada pelo Lacen-MT.

Em Itanhangá, as bebidas consumidas pelas vítimas tiveram amostras encaminhadas à Politec, e os casos são monitorados pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox). As autoridades reforçam o alerta para o consumo de bebidas de procedência duvidosa e pedem que a população notifique qualquer suspeita.

A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, reforça que a população deve redobrar os cuidados na hora de adquirir bebidas alcoólicas. A orientação é evitar qualquer produto pertencente aos lotes já listados em alertas oficiais ou de procedência duvidosa, verificar rótulo, lote e data de fabricação e denunciar pontos de venda suspeitos por meio dos canais oficiais, como o Fale Cidadão – Ouvidoria do Estado.

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Ela alerta que sinais como visão borrada, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, dor abdominal ou tontura exigem atendimento imediato em unidades de urgência, como UPA ou pronto-socorro. “Em caso de sintomas como visão borrada, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, dor abdominal ou tontura, o cidadão deve procurar imediatamente uma unidade de urgência [UPA ou pronto-socorro], pois o atendimento rápido pode ser determinante para evitar complicações graves”, destacou.

Para ampliar o monitoramento, a SES disponibilizou um painel atualizado diariamente com informações sobre casos suspeitos e confirmados de intoxicação por metanol no estado. A substância, amplamente usada na indústria como solvente, combustível ou componente de produtos de limpeza, é altamente tóxica e, mesmo em pequenas quantidades, pode causar danos neurológicos, hepáticos e visuais severos, podendo levar à cegueira permanente ou à morte.