Morreu nesta terça-feira (9) Marcelo Nascimento da Rocha, de 49 anos, conhecido nacionalmente como Marcelo VIPs, um dos golpistas mais famosos do Brasil pela ousadia e engenhosidade dos crimes cometidos entre as décadas de 1990 e 2000.
Ele faleceu em Curitiba em decorrência de complicações causadas por cirrose. Natural de Maringá (PR), Marcelo viveu também em Mato Grosso, onde chegou a atuar como palestrante e produtor de eventos, mas nunca abandonou os esquemas fraudulentos.
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Tragetória de crimes
Sua trajetória criminosa ganhou projeção nacional em 2001, quando, durante o Carnaval no Recife, ele se passou pelo empresário Henrique Constantino, um dos fundadores da companhia aérea GOL Linhas Aéreas Inteligentes. Com sua desenvoltura e lábia, Marcelo teve acesso a áreas VIP, enganou empresários e personalidades, até ser desmascarado e preso pela Polícia Federal.
Ao longo da vida, ele acumulou condenações por estelionato, falsidade ideológica, associações criminosas e até acusações mais graves. Chegou a ser preso pelo menos 12 vezes e fugiu do sistema prisional em seis ocasiões.
Em 2003, por exemplo, em regime fechado no Rio de Janeiro, assumiu identidades fictícias de líderes de facções, entre elas as do PCC e do Comando Vermelho, durante uma rebelião em Bangu.
Sob os holofotes
Sua história dramática e repleta de farsas chegou ao cinema com o filme VIPs (2011), dirigido por Toniko Melo e protagonizado por Wagner Moura, e também serviu de base para documentários, ampliando ainda mais sua notoriedade. O caso também foi aprofundado no documentário “Vips – Histórias Reais de um Mentiroso”, disponível no catálogo da Netflix.

Nos últimos anos, Marcelo tentava reescrever a própria história: após deixar o sistema prisional, passou a atuar como palestrante e escritor, declarando em entrevistas que o brilho e o glamour atribuídos à sua trajetória nem sempre correspondiam à realidade. Ainda assim, o passado continuou a persegui-lo.