CRISE

Moraes determina prisão preventiva de Bolsonaro após suspeita de fuga

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Moraes determina prisão preventiva de Bolsonaro após suspeita de fuga

A Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã deste sábado (22), em sua casa, em Brasília. Ele foi levado para a sede da PF, onde permanecerá até a audiência de custódia marcada para domingo (23).

A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após o sistema de monitoramento registrar a violação da tornozeleira eletrônica pouco depois da meia-noite. Moraes também apontou risco de fuga e citou a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que reuniu apoiadores na porta do condomínio do ex-presidente na noite anterior.

O ministro afirmou que a mobilização repetia o “modus operandi” já identificado em investigações anteriores, em que atos públicos eram usados para tumultuar decisões judiciais e criar oportunidades para descumprimento de medidas cautelares. Para ele, o movimento poderia facilitar uma eventual tentativa de fuga. A proximidade do condomínio com o setor de embaixadas — a cerca de 13 km — também foi usada para justificar o risco.

Bolsonaro foi detido por volta das 6h sem resistência. Ele passou por exame de corpo de delito e foi conduzido à Superintendência da PF, onde ficará em uma “Sala de Estado”, espaço reservado a autoridades. Michelle Bolsonaro não estava na residência no momento da prisão.

A medida não está relacionada à condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, que ainda está em fase de recursos. A prisão preventiva foi solicitada pela PF no âmbito do processo que apura o descumprimento de medidas cautelares, incluindo publicações feitas por meio de aliados para atacar o STF e incentivar atos antidemocráticos.

Na véspera, a defesa havia solicitado que Bolsonaro fosse autorizado a cumprir a pena em prisão domiciliar humanitária, alegando agravamento de seu estado de saúde. O pedido segue pendente.