Na madrugada desta terça‑feira (24), Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, enfrenta uma grave situação de emergência após fortes chuvas provocarem deslizamentos de terra, alagamentos e soterramentos em vários pontos da cidade. O temporal, que começou no fim da tarde de segunda‑feira (23), já é considerado o fevereiro mais chuvoso da história do município, com 584 mm acumulados, o dobro do volume esperado para todo o mês.
Vídeos publicados por moradores nas redes sociais mostram encostas cedendo e casas sendo atingidas pela lama em diferentes regiões urbanas, ilustrando a dimensão da tragédia causada pelo excesso de água.
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Até o momento, a Prefeitura de Juiz de Fora confirmou 14 mortes em decorrência dos deslizamentos e enchentes provocados pelas chuvas. As vítimas foram registradas em sete regiões da cidade, segundo balanço oficial:
- 4 óbitos na Rua Natalino José de Paula, no bairro JK;
- 4 óbitos na Rua Orville Derby Dutra, no bairro Santa Rita;
- 2 óbitos na Rua João Luís Alves, na Vila Ideal;
- 1 óbito na Rua José Francisco Garcia, bairro Lourdes;
- 1 óbito na Rua Eurico Viana, na Vila Alpina;
- 1 óbito na Estrada Athos Branco da Rosa, no bairro São Benedito;
- 1 óbito na Rua Jacinto Marcelino, na Vila Olavo Costa.
Além das mortes, autoridades municipais relatam dezenas de ocorrências relacionadas a soterramentos e desabamentos, com equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e da Defesa Civil atuando no resgate de moradores e na busca por desaparecidos.
Cerca de 440 pessoas ficaram desabrigadas e estão recebendo apoio em abrigos provisórios, enquanto as aulas foram suspensas em toda a rede escolar da cidade.
Em função da gravidade dos impactos, a prefeitura decretou estado de calamidade pública, mobilizando recursos e reforçando alertas à população para evitar deslocamentos sem necessidade.