COMOÇÃO CONTRA MAUS-TRATOS

Mobilização nacional por justiça após morte do cão Orelha ganha as ruas de várias capitais

· 2 min de leitura
Mobilização nacional por justiça após morte do cão Orelha ganha as ruas de várias capitais

A morte do cachorro comunitário Orelha, em Florianópolis (SC), gerou uma onda de indignação que tomou conta do Brasil e transformou o caso em símbolo da luta contra os maus-tratos a animais. O cão, conhecido e cuidado por moradores da Praia Brava, foi vítima de agressões cometidas por quatro adolescentes no início de janeiro, fato que mobilizou autoridades, ativistas e a população em protestos marcados para este fim de semana.

O movimento Cadeia Para Maus-Tratos, que reúne organizações em defesa dos direitos dos animais, convocou oficialmente uma manifestação nacional para domingo (1º/02), com concentração a partir das 10h, no Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista, em São Paulo. A intenção dos organizadores é transformar a comoção em ação política e pressionar por penas mais duras para crimes de crueldade.

 Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

Mas a mobilização não está restrita à capital paulista. Acordos e atos similares foram programados em diversas regiões do país, incluindo o Rio de Janeiro (com protestos no Aterro do Flamengo e em Copacabana), Brasília, Belo Horizonte e cidades do interior como Sorocaba. A agenda de manifestações reflete a profundidade do impacto do caso nas redes sociais e nas ruas.

O episódio também alcançou repercussão política. Organizações de proteção animal destacam que a atual legislação brasileira, mesmo após o endurecimento das penas para maus-tratos a cães e gatos, ainda muitas vezes não é suficiente para coibir a violência e punir de forma exemplar os responsáveis. Essa crítica tem impulsionado debates sobre novas propostas de lei e mudanças nos mecanismos de responsabilização, inclusive quando envolvidos são menores de idade.

A Polícia Civil de Santa Catarina segue investigando o caso como ato infracional de maus-tratos qualificado, com base nas imagens e depoimentos coletados, e já cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados à apuração. Não há confirmação de prisões, e a responsabilização dos adolescentes ainda está em andamento sob o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Organizadores e participantes dos atos afirmam que as manifestações representam muito mais do que um pedido de justiça por Orelha: são um grito coletivo por respeito à vida e um chamado para que casos de crueldade contra animais deixem de ser tratados com indiferença.

“Chega de notas de repúdio. Queremos punição exemplar e leis mais rígidas”, afirmam organizadores do protesto, que convocam a população a participar dos atos em defesa da vida animal.