O Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) solicitou à Justiça que reavalie a liberdade de Larissa Karolina Silva Moreira, mulher trans de 28 anos, investigada por maus-tratos e morte de gatos. A medida foi motivada por novas denúncias de ameaças contra ex-namorados, familiares e protetores de animais, que teriam sido feitas direta ou indiretamente por ela.
Segundo o promotor Joelson de Campos Maciel, há indícios de que terceiros estariam agindo em nome de Larissa, o que poderia configurar obstrução de Justiça ou coação.
“Há relatos de que terceiros estariam agindo supostamente em seu nome, o que pode configurar tentativas de obstrução da Justiça ou coação indireta”, afirmou o promotor.
Larissa foi solta em 25 de julho, sob uso de tornozeleira eletrônica, com a condição de não se envolver em novos crimes e informar qualquer mudança de endereço, exigências que, de acordo com o MP, não teriam sido cumpridas. O órgão também pediu uma audiência para que a investigada se manifeste, oitivas das vítimas e testemunhas e acesso ao relatório de monitoramento eletrônico. Caso as irregularidades sejam confirmadas, a prisão preventiva poderá ser restabelecida.
A estudante foi presa em junho, após denúncias de que adotava gatos e depois os matava. Durante buscas, a Polícia Civil encontrou vestígios de sangue, restos de ração e fezes de gatos na residência, além de três animais mortos em um terreno próximo. Em depoimento, o ex-namorado disse ter entregado quatro gatos a Larissa, todos mortos posteriormente, segundo ele, por causa de arranhões.
Nas redes sociais, a investigada fez publicações com tom de ameaça aos protetores que a denunciaram, afirmando: “Vocês vão me pagar bem caro” e “Eu venci a batalha e ganharei essa guerra”.