O Ministério da Saúde emitiu um alerta de saúde pública pedindo que a população não consuma bebidas alcoólicas destiladas, especialmente as incolores (como gin, vodca e uísque) cuja procedência não pode ser verificada. Segundo o ministro Alexandre Padilha, já foram confirmados 12 casos de intoxicação por metanol no Brasil, enquanto outros 47 permanecem sob investigação, totalizando 59 ocorrências. Até o momento, oito pessoas faleceram em decorrência da contaminação.
A intensificação desses casos reacende preocupações nos hospitais, que devem se preparar para potenciais novas internações durante o próximo fim de semana, período em que bares, casas de shows e distribuidoras tendem a registrar maior movimento. A combinação entre maior demanda por bebidas destiladas e o consumo de produtos de procedência duvidosa eleva o risco de futuros casos.
Para centralizar o enfrentamento da crise, o Ministério da Saúde instalou uma Sala de Situação com equipes técnicas, autoridades estaduais e federais, além de órgãos como a Anvisa, para monitorar os desdobramentos dos casos e coordenar ações emergenciais.
As autoridades recomendam que os consumidores evitem adquirir bebidas sem rótulo, selo fiscal ou lacre de segurança. Em caso de sintomas sugestivos como náuseas, dor abdominal, visão turva, confusão mental ou mal-estar que se manifestam de 12 a 24 horas após ingestão, é fundamental buscar atendimento médico imediato.
De acordo com Padilha, o etanol farmacêutico é usado como antídoto no tratamento dos casos confirmados, e o governo já amplía estoques e medidas para assegurar o suprimento do insumo.
Enquanto isso, consumidores e estabelecimentos devem redobrar atenção à origem das bebidas. A vigilância sanitária de estados e municípios já foi orientada a notificar imediatamente casos suspeitos.