A mídia estatal do Irã confirmou neste domingo (1º) que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, morreu em decorrência de uma ofensiva militar coordenada pelos Estados Unidos e por Israel que atingiu Teerã e outras regiões iranianas neste sábado (28). A informação foi divulgada pelas agências oficiais do país, que anunciaram que Khamenei foi “martirizado” durante os bombardeios e declararam 40 dias de luto oficial.
Segundo relatos de veículos estatais, o líder, que governava o Irã desde 1989 e era figura central da política e da religião no país, foi atingido enquanto estava em seu escritório, e sua morte foi confirmada após intensa análise de imagens de satélite mostrando danos ao seu complexo residencial na capital. Também foram relatadas mortes de familiares próximos, incluindo filha, genro e neto, no mesmo ataque.
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O anúncio oficial iraniano ocorre após declarações anteriores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia comunicado nas redes sociais que Khamenei havia sido morto na ofensiva liderada por Washington e Tel Aviv, descrevendo o acontecimento como um desfecho esperado pelas vítimas do regime iraniano.
“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos por sangue”, disse o presidente dos EUA.
Em resposta à morte confirmada de seu líder máximo, autoridades iranianas, incluindo a Guarda Revolucionária Islâmica, qualificaram o ataque como uma violação grave de princípios legais e éticos, prometendo retaliação severa contra os responsáveis. A situação no Oriente Médio intensificou-se ainda mais, com relatos de mísseis disparados pelo Irã contra bases americanas e alvos israelenses na região, ampliando o temor de um conflito de maior escala.
Em um comunicado, a Guarda Revolucionária Islâmica lamentou o falecimento do líder e classificou a ação dos EUA e de Israel como uma “clara violação de todos os princípios religiosos, éticos, legais e consuetudinários”.
“Portanto, a mão vingadora da nação iraniana não deixará impunes os perpetradores do assassinato do Imã da Ummah, e eles enfrentarão uma punição severa, decisiva e lamentável”, ameaçou o grupo.
Os ataques contra o Irã deixaram mais de 200 mortos e 700 feridos no país, de acordo com a imprensa iraniana. Imagens de satélite mostraram a destruição causada pelos bombardeios ao complexo residencial onde vivia Khamenei.
Após a ofensiva, o exército iraniano reagiu com o lançamento de mísseis a bases militares dos EUA nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita, Jordânia e Iraque.