HISTÓRICO DE AGRESSÕES

Médico acusado de matar colegas em SP já espancou a sobrinha em 2024

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Médico acusado de matar colegas em SP já espancou a sobrinha em 2024

Preso desde a noite de sexta-feira (16), o médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, suspeito de matar dois colegas de profissão em Barueri, São Paulo, já figurava em boletins de ocorrência por violência doméstica em 2024, quando teria espancado a própria sobrinha, então com 26 anos.

Segundo a investigação, Carlos Alberto baleou e matou os médicos Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35, em frente a um restaurante em Barueri, Grande São Paulo. Minutos antes, os três teriam se envolvido em uma discussão seguida de agressões físicas dentro do estabelecimento.

A Polícia Civil apura se o desentendimento teve relação com disputas contratuais. Carlos Alberto e uma das vítimas eram sócios de empresas que prestam serviços hospitalares, o que pode ter intensificado o conflito.

Além do duplo homicídio, o histórico do médico inclui um episódio de agressão ocorrido em maio de 2024, no Guarujá, litoral paulista. Na ocasião, ele teria espancado a sobrinha durante uma visita familiar. A jovem relatou à polícia que as agressões começaram quando tentou impedir o tio de bater no próprio filho.

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Em depoimento, a vítima afirmou que Carlos Alberto apresentava problemas psiquiátricos e que os dois já haviam tido desentendimentos anteriores. A ex-mulher do médico, que presenciou o episódio, declarou ter sido ameaçada de morte. Após o caso, ela conseguiu na Justiça uma medida protetiva que impedia qualquer contato do ex-companheiro.

O inquérito sobre a agressão à sobrinha acabou arquivado a pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP), já que não foi realizado exame de corpo de delito, apesar de a vítima ter apresentado fotos dos hematomas à polícia.

Após o duplo homicídio, a empresa Cirmed Serviços Médicos, da qual Carlos Alberto era proprietário, divulgou nota afirmando que o conflito com os colegas ocorreu em “âmbito estritamente pessoal” e que o episódio não reflete os valores da instituição.