O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), afirmou que não há qualquer ruptura com o Governo do Estado após o embate envolvendo o reajuste salarial dos servidores do Judiciário. Segundo ele, mesmo com posições divergentes, a relação entre os Poderes segue “harmoniosa”.
“Harmoniosa, como sempre foi. A Assembleia é um Poder autônomo”, declarou ao comentar o impasse que marcou a votação do reajuste. O Governo tentou adiar a análise do projeto, alegando risco de um “efeito dominó” que poderia gerar impacto de até R$ 1,6 bilhão caso servidores de outros Poderes também reivindicassem aumento.
A situação se desenrolou nesta quarta-feira (19), quando os deputados reuniram maioria e aprovaram o reajuste linear de 6,8% para cerca de 3,5 mil servidores do Tribunal de Justiça, distribuídos em nove carreiras. O impacto previsto no orçamento do TJ neste ano é de R$ 42 milhões. O texto segue agora para sanção ou veto do governador Mauro Mendes (União).
Russi ressaltou que todos os projetos devem ser analisados de forma independente. “Cada deputado vota de acordo com sua consciência, sempre priorizando Mato Grosso”, disse. Ele reforçou que a função da Assembleia é debater, ouvir as partes e deliberar conforme o entendimento de cada parlamentar.
Apesar da preocupação com os reflexos financeiros, o governador Mauro Mendes afirmou que sua posição contrária não significa veto automático. Ele aguarda parecer da Procuradoria-Geral do Estado para avaliar a legalidade do reajuste antes de decidir.