O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), criticou a condução acelerada das negociações para a renovação da concessão da Energisa, vigente até dezembro de 2027. Para ele, o processo está ocorrendo sem amplo debate com a sociedade e precisa do protagonismo do legislativo estadual.
Russi defendeu a realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) caso a Assembleia não seja suficientemente consultada. “Uma audiência pública não é suficiente. O debate é maior que isso. Se a renovação ocorrer, o que a população vai ganhar? Só a empresa? A Assembleia precisa garantir que o cidadão também seja beneficiado”, afirmou.
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A declaração foi feita logo após uma comitiva de deputados e senadores de Mato Grosso participar de reuniões em Brasília, nesta terça-feira (16), com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o secretário nacional de energia elétrica, João Daniel de Andrade Cascalho. O grupo cobrou melhorias no fornecimento, redução das tarifas e investimentos para atender a demanda crescente do estado, estratégico para o setor agroindustrial.
Russi também citou reclamações recorrentes sobre a qualidade do serviço, principalmente em cidades do interior, que prejudicam a instalação de empresas. Segundo ele, mesmo com a atuação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a decisão final deve envolver o legislativo estadual.
“Esta é a casa do povo de Mato Grosso. Não podemos cruzar os braços enquanto o interior reclama da qualidade da energia”, disse.
Para aprofundar a discussão, o presidente da ALMT sugeriu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), visando esclarecer possíveis irregularidades da concessionária. “Propomos a CPI porque existem questões que precisam ser investigadas e discutidas em detalhes”, explicou.
O tema deve permanecer em pauta na Assembleia Legislativa, enquanto moradores e setor produtivo acompanham a negociação da concessão da Energisa.
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