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Mendes rebate deputados, nega calote em emendas e culpa falhas técnicas por impasse da LOA

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Mendes rebate deputados, nega calote em emendas e culpa falhas técnicas por impasse da LOA

O governador Mauro Mendes (União Brasil) reagiu às críticas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) sobre o suposto descumprimento no empenho das emendas parlamentares, que levou ao adiamento da votação da Lei Orçamentária Anual (LOA). Em tom duro, o chefe do Executivo afirmou que o Governo cumpriu sua parte e jogou a responsabilidade pelas pendências restantes no colo dos próprios deputados.

Segundo Mendes, não há retenção deliberada de recursos por parte do Executivo. Ele sustenta que a maior parte das emendas já foi processada e que os atrasos são pontuais, decorrentes de falhas burocráticas nos planos de trabalho apresentados pelos parlamentares.

“Mais de 95% das emendas já foram empenhadas. As que ficaram pendentes têm problemas técnicos, e a maioria desses erros é dos próprios deputados, que não preencheram corretamente os planos de trabalho ou não encaminharam as emendas da forma adequada”, disparou o governador.

Mendes também rechaçou a pressão da ALMT, que suspendeu a votação do orçamento como forma de cobrança. Para ele, a decisão cabe exclusivamente aos parlamentares. “A Assembleia, se quiser votar, vota. Eu não vou obrigar ninguém a votar nada. Eles têm autonomia para cumprir o dever deles”, afirmou.

Votação e prazo
Diante do impasse, o presidente da ALMT, Max Russi, convocou uma sessão extraordinária para a próxima segunda-feira (22), antes do feriado de Natal. A medida atendeu a um pedido do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, que defende a aprovação da LOA ainda em 2025. O governo agora corre contra o tempo para corrigir as inconsistências técnicas e garantir a votação do orçamento até o dia 31 de dezembro.