A Justiça Militar de Cuiabá remarcou para o dia 12 de dezembro a audiência que vai ouvir quatro policiais militares acusados de forjar um tiroteio para eliminar a arma usada no assassinato do advogado Renato Nery, ocorrido em julho deste ano. A sessão, que seria realizada em 7 de novembro, foi adiada por decisão do juiz da 11ª Vara Criminal de Cuiabá.
Os PMs Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso respondem pela morte de um jovem de 26 anos e dois adolescentes de 16, em uma suposta troca de tiros na região do Contorno Leste. Segundo as investigações, o confronto foi simulado para destruir o armamento usado no crime contra o advogado.
O homicídio de Renato Nery ocorreu no dia 5 de julho, em frente ao escritório onde ele trabalhava, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. A vítima foi baleada na cabeça, chegou a passar por cirurgia no Hospital Jardim Cuiabá, mas não resistiu aos ferimentos.
Pelas investigações, o autor dos disparos, Alex Roberto de Queiroz Silva, e o policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, que o contratou, confessaram o crime e permanecem presos. Também estão detidos os empresários César Jorge Sechi e Julinere Goulart Bentos, apontados como mandantes do assassinato.
Outros dois PMs, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Jackson Pereira Barbosa, são suspeitos de atuar como intermediários na execução. A motivação do homicídio, conforme a Polícia Civil, está relacionada a uma disputa por uma área rural de mais de 12 mil hectares, no município de Novo São Joaquim (MT).