A Justiça de Mato Grosso marcou para 11 de fevereiro de 2026 a audiência que vai esclarecer quem deve pagar a dívida de R$ 1,25 milhão cobrada pela Monkey Filmes do PSDB e do ex-governador Pedro Taques. O caso, que tramita na Quinta Vara Cível de Cuiabá, trata de serviços audiovisuais prestados durante a campanha à reeleição de Taques em 2018.
O juiz Jamilson Haddad Campos determinou a realização de uma audiência de instrução com depoimentos das partes e testemunhas para esclarecer três pontos principais: a prestação completa dos serviços, o saldo devedor real e quem assumiu formalmente a dívida — o partido ou o então candidato.
A Monkey Filmes afirma que o contrato firmado em 2018, no valor total de R$ 1,255 milhão, foi integralmente cumprido, mas parte do pagamento não foi feito após o fim da campanha. A produtora sustenta que, com a dissolução da pessoa jurídica eleitoral, o PSDB passou a responder pelo débito, gerando responsabilidade solidária.
O PSDB, porém, nega que tenha assumido a obrigação. O partido argumenta que não assinou o contrato e não pode ser responsabilizado pelo pagamento. Pedro Taques também afirma que não deve integrar o polo passivo, alegando não ter firmado contrato nem assumido compromissos financeiros referentes aos serviços da produtora.
Taques ainda tentou a tese de prescrição, alegando que o prazo de cinco anos teria sido ultrapassado. O juiz rejeitou o argumento, ressaltando que a ação foi ajuizada dentro do prazo e que o despacho inicial interrompeu o período prescricional. A demora na citação, segundo ele, não pode ser atribuída à produtora.
O magistrado destacou que as divergências apresentadas pelas partes dizem respeito ao mérito da ação e exigem produção de provas. Por isso, determinou a oitiva de testemunhas e o depoimento dos envolvidos antes da decisão final.
A audiência ocorrerá às 15h30, na sala da Quinta Vara Cível de Cuiabá, e deve definir os próximos passos da disputa envolvendo a dívida da campanha de 2018.